O SIGNIFICADO DA VIDA

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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Quem teve resfriado comum pode ter imunidade à COVID-19, diz estudo.




A COVID-19 ainda é sinônimo de muito mistério na área da medicina, e um estudo recente da University College de Londres, publicado na revista científica Science na última terça-feira (4), levantou uma questão pertinente sobre a doença: será que pessoas que contraíram vírus de resfriado comum podem ganhar imunidade?

De acordo com um estudo anterior realizado na Alemanha, pessoas que nunca foram infectadas pelo vírus SARS-CoV-2, o causador da COVID-19, podem possuir imunidade contra esse patógeno caso já tenham sido infectadas por outros tipos de coronavírus que só causam resfriados mais amenos. Algumas das primeiras dicas de imunidade pré-existente vieram das células T, os glóbulos brancos que destroem as células infectadas no corpo ou ajudam outras partes do sistema imunológico a atingir um patógeno invasor.


Dos 68 doadores saudáveis ​​que foram testados e que foram considerados negativos, 24 tinham um pequeno número de células T no sangue que reagiram quando expostas à proteína spike (S) — uma estrutura complexa de formato espinhoso que se projeta da superfície externa do vírus. O estudo explica que as células em questão produziam proteínas em suas superfícies, uma indicação de uma resposta imune.

Já esse estudo da Science, liderado pelo biólogo colombiano José Mateus, do Instituto de Imunologia de La Jolla, na Califórnia, descreve como amostras de sangue coletadas antes de 2019, quando o SARS-CoV-2 ainda não estava circulando, foram capazes de reagir contra este vírus. A resposta imune contra o patógeno foi do tipo celular, na qual linfócitos T, uma classe específica de células do sistema, atacam outras células infectadas.

O estudo identificou que o mesmo mecanismo de ataque que já existe em algumas pessoas contra o SARS-CoV-2 se aplicava aos outros coronavírus de resfriado, especificamente os vírus OC43, 229E, NL63 e HKU1. Os responsáveis pelo trabalho apontam que a “memória” imune gerada por essas células pode ajudar a explicar por que o impacto da COVID-19 varia mesmo entre pacientes com mesma faixa etária e perfil, e defendem que a variedade de memórias de células T aos coronavírus que causam o resfriado comum pode estar por trás de pelo menos parte da heterogeneidade observada na COVID-19″, escreveram os cientistas.

Apesar da hipótese ter aquecido o debate sobre outros tipos de vírus desencadearem memória imunológica no organismo humano, ainda é cedo para ter certeza. “É necessário estudar pessoas antes e depois de terem sido infectadas”, levanta Nina Le Bert, imunologista da Duke-NUS Medical School, em Singapura, que também estuda o processo de defesa do organismo ao novo coronavírus.



quinta-feira, 25 de junho de 2020

Nova linhagem do vírus da zika está circulando no Brasil, diz estudo.



Uma nova linhagem do vírus da zika está em circulação no Brasil, revelou uma pesquisa da Fiocruz Bahia, publicada no início de junho. O estudo detectou sequências genéticas de um tipo africano da zika, que até então não tinha circulado no País — por ser novo, os pesquisadores alertam que o vírus tem potencial para gerar uma epidemia, uma vez que a maior parte da população não tem os anticorpos específicos. Neste ano, porém, o total de infecções por zika ainda é menor do que o número de registros de dengue e chikungunya.

A novo tipo de zika foi identificado em duas regiões diferentes no Brasil: no Sul, especificamente no Rio Grande do Sul, e no Sudeste, no Rio de Janeiro. A descoberta foi feita a partir de uma ferramenta de monitoramento genético que analisa sequências disponíveis em banco de dados públicos. De acordo com a Fiocruz, são conhecidas duas linhagens do vírus zika no mundo: a asiática e a africana.

O estudo em questão, que analisou 248 sequências genéticas brasileiras submetidas a base de dados desde 2015, mostrou que, até 2018, os dados genéticos encontrados aqui eram majoritariamente cambojanos, um tipo asiático. Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, foram notificados 3.692 casos prováveis de zika no Brasil em 2020 (taxa de incidência 1,8 casos por 100 mil habitantes), número menor se comparado a outras doenças causadas pelo Aedes aegypt, como a chikungunya (47.105 casos prováveis) e a dengue (823.738 casos prováveis). O Brasil teve um surto de zika associado à microcefalia entre 2015 e 2016.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Fim de quarentena para toda a população tem alto risco, diz estudo.



Um estudo matemático realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford e do Centro Britânico de Hidrologia e Ecologia de Wellingford, ambos do Reino Unido, e publicado na revista científica “Frontiers in Public Health”, diz que a forma ideal de finalizar um período de quarentena não é liberando 100% da população de uma vez do isolamento.

A pesquisa foi divulgada como “provisoriamente aceita”, o que significa que já passou por revisão e aprovação de outros cientistas, mas ainda pode sofrer pequenas alterações antes de ganhar uma versão final. Segundo os pesquisadores, de acordo com simulações feitas com a população britânica, a melhor estratégia seria relaxar o isolamento em duas fases: primeiro, de aproximadamente metade da população de duas a quatro semanas a partir do final de um pico inicial de infecção.

O restante poderia ser liberado depois de três a quatro meses, permitindo assim um segundo pico. Ou seja, num primeiro momento, é preciso manter os não-essenciais em casa. O estudo foi feito com base na experiência obtida com a população do Reino Unido e tinha o objetivo de limitar a disseminação do vírus da forma mais controlada possível. “Descobrimos que o fim da quarentena para toda a população simultaneamente é uma estratégia de alto risco e que uma abordagem gradual de reintegração seria mais confiável”, apontam os autores.


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Nova mutação indica que o SARS-CoV-2 pode estar a enfraquecer, diz estudo.



De acordo com um estudo recém-publicado no Journal of Virology, uma mutação no novo coronavírus reflete uma mudança que ocorreu no SARS – vírus geneticamente semelhante -, em 2003, indicando que o vírus atual pode estar a enfraquecer, diminuindo a sua gravidade.

Segundo o New York Post, o professor do Biodesign Institute e principal autor do estudo, Efren Lim, e a sua equipa utilizaram uma nova tecnologia para ler o código genético do SARS–CoV-2. Essa tecnologia ajuda os investigadores a determinar como o vírus se está a espalhar, modificar e adaptar ao longo do tempo. Uma das 382 amostras de zaragatoa nasal examinadas em pacientes com coronavírus estava com falta de um segmento considerável de material genético.

Assim como acontece connosco, o material genético viral é composto por unidades químicas conhecidas pelas suas letras. O genoma humano consiste em três biliões de ‘letras’ de ADN. Os genomas virais são muito mais simples do que os nossos, e o coronavírus consiste em 30 mil ‘letras’ de RNA. Numa das amostras, os investigadores descobriram que faltavam 81 ‘letras’, particularmente relevantes.

“Uma das razões pelas quais essa mutação é interessante é porque reflete uma grande exclusão que surgiu no surto de SARS em 2003″, disse Lim, citado pelo New York Post. Durante as fases intermediárias e tardias da epidemia de SARS, o vírus acumulou mutações que diminuíram a sua força.

No entanto, os investigadores salientam que ainda é muito cedo para garantir que o vírus está a começar a perder a ‘potência’.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Boa notícia: quem pegou não pega mais o Covid-19, diz estudo.



Uma boa notícia: um estudo chinês, publicado e chancelado pela revista Nature Medicine, mostrou que, sim, pacientes que foram infectados pelo coronavírus da Covid-19 e se curaram adquiriram anticorpos que podem lhes dar imunidade.

O estudo foi conduzido com 285 pacientes. Dezenove dias depois de apresentarem os sintomas, todos desenvolveram anticorpos IgG contra o coronavírus, em quantidades variáveis, mas sem apresentar condições clínicas diferentes.

Os anticorpos IgG são aqueles que garantem imunidade por um período mais longo — quando não para sempre, a depender do tipo de vírus. São diferentes dos anticorpos Igm, produzidos pelo organismo para combater inicialmente uma infecção, e que não têm eficiência imunitária no longo prazo.

O pesquisador italiano Guido Silvestri, da Universidade Emory, em Atlanta, que dirige um dos laboratórios mais avançados de microbiologia e imunologia do mundo, escreveu que a notícia é “uma megapílula de otimismo”, porque o estudo chinês confirma que “o nosso sistema imunológico constrói uma resposta anticorporal contra o vírus, resposta que com grande probabilidade, baseando-se nos precedentes da Sars-1 e Mers, além dos modelos animais de infecção por coronavírus, protege da reinfecção ou ao menos da volta da doença. Não podemos saber quanto dura essa resposta (do organismo), mas os precedentes com vírus similares sugerem que poderia durar ao menos de 12 meses a 24 meses.”

Espera-se que outros estudos semelhantes, em outros países, confirmem o achado chinês. Na semana passada, a OMS divulgou que não havia evidência de que curados de Covid-19 desenvolviam imunidade contra a doença — o que impossibilitava a criação de um “passaporte imunológico”. Agora há pelo menos uma evidência.

O Antagonista.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Medidas de distanciamento podem ser necessárias até 2022, diz estudo.



Estudo publicado na revista “Science” na última terça-feira (14) por cinco cientistas da Universidade Harvard (Estados Unidos) mostra que medidas de isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus podem ser necessárias até 2022 — caso não haja vacina ou tratamento capazes de conter a Covid-19.

O artigo ressalta que um distanciamento social adotado de forma intermitente enquanto o coronavírus circular “poderia prevenir que a capacidade das UTIs sejam excedidas”. Com a capacidade atual, a pandemia de Covid-19 pode durar até 2022 desde que essas medidas de afastamento sejam adotadas para evitar uma sobrecarga no sistema de saúde.

Assim, os cientistas de Harvard afirmam que há duas possibilidades para reduzir a duração da pandemia e das medidas de distanciamento social: Aumentar a capacidade do sistema de saúde; Introduzir um tratamento que corte pela metade a proporção de infectados que necessitem internação.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Distanciamento social deve ser necessário até 2022, diz estudo.




Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, publicaram, nesta terça-feira (14/04), na revista Science, um estudo sobre a evolução da imunidade da população mundial contra o coronavírus tendo como base outros vírus semelhantes que já se espalharam pelo planeta. Segundo eles, para evitar que os sistemas de saúde entrem em colapso, pode ser necessário adotar medidas de isolamento intermitentes até 2022.

As projeções ainda são frágeis devido à pouca informação que se tem a respeito do Sars-CoV-2, mas pessoas contaminadas por vírus semelhantes, como o da Sars, por exemplo, adquiriram uma imunidade apenas temporária ao micro-organismo que durou de um a dois anos. Por isso, a expectativa dos pesquisadores é que o coronavírus volte a circular a cada ano ou biênio, principalmente nos meses mais frios.

O estudo afirma que, por isso, é preciso entender que o distanciamento social correto será necessário para controlar o vírus. O distanciamento social radical, se feito por um período curto, traz efeitos ruins: a maior parte da população não consegue criar imunidade contra o vírus. O ideal seria adotar fases de distanciamento social longas (de até 20 semanas de duração), que não sejam tão fechadas, para reduzir picos da doença.

“Distanciamento social intermitente pode prevenir que a capacidade de atendimento de pacientes críticos seja excedida. Devido à história natural da infecção, há um espaço cerca de três semanas entre o início do distanciamento e o pico da demanda de pacientes graves. Quando a transmissão acontece em estações, o isolamento pode ser menos frequente no verão”, escreve o grupo.

Os pesquisadores dizem que é preciso juntar mais informações sobre o vírus, esperar mais respostas sobre o uso de medicamentos e, quem sabe, a aprovação de uma vacina. Só assim será possível calcular melhor o “abre e fecha” do distanciamento social de acordo com a capacidade de cada sistema de saúde.

METRÓPOLES

domingo, 1 de dezembro de 2019

Treinar com o estômago vazio queima o dobro de gordura, diz estudo.



Na hora da atividade física, especialmente quando o objetivo é a perda de peso, o horário da refeição pode influenciar no resultado. Pesquisadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, agora descobriram que comer depois de se exercitar pode trazer mais benefícios para a queima de gordura.

Segundo a equipe, aqueles que fazem atividade física de estômago vazio conseguem eliminar cerca de duas vezes mais gordura, além de apresentar melhores resultados em relação à sensibilidade à insulina e têm níveis mais alto de proteínas nos músculos. De acordo com a Veja, a explicação para esse fenômeno pode estar relacionada ao fato de que, sem ter calorias novas para utilizar, o corpo recorre às reservas internas de energia, o que inclui a gordura presente no músculo.

Para especialistas, essa queima de gordura muscular é muito importante para a saúde já que quando ela se acumula, o corpo pode não responder bem à insulina e isso acaba direcionando o açúcar do sangue para os músculos. Como consequência, a pessoa apresenta maior risco de diabetes tipo 2.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Bactérias podem estar ligadas à depressão, diz estudo.



O intestino é considerado nosso segundo cérebro. Por esta razão, cientistas resolveram olhar mais de perto como o equilíbrio da microbiota intestinal afeta a saúde mental e concluíram, em um novo estudo, que as bactérias presentes no intestino podem afetar o equilíbrio mental e, sobretudo, as chances de sofrer de depressão. Uma equipe de pesquisadores belgas analisou amostras de fezes de mais de mil voluntários e descobriu que duas famílias de bactérias eram sistematicamente menores em pessoas depressivas, incluindo naquelas estavam recebendo tratamento. Adicionalmente, um outro estudo que incidiu sob uma população de controle de mil holandeses validou essas conclusões, que estabelecem uma relação causal estatística entre o número de certas bactérias e o nível de bem-estar e saúde mental, explica o artigo publicado na revista científica Nature Microbiology. As famílias de bactérias Coprococcus e Dialister são conhecidas por terem propriedades anti-inflamatórias. “Mas também sabemos que a inflamação do tecido nervoso desempenha um papel importante na depressão, por isso a nossa hipótese é que os dois estão ligados de uma forma ou de outra”, disse à AFP o professor de microbiologia e um dos autores da pesquisa Jeroen Raes, da Universidade KU Leuven. “A ideia de que substâncias derivadas do metabolismo de micróbios podem interagir com o cérebro humano e, portanto, com o comportamento e sentimentos”, diz Raes. Cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de depressão, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os antidepressivos estão atualmente entre os medicamentos mais prescritos em muitos países, mas esta pesquisa pode abrir caminho para novos tipos de tratamento para a doença debilitante do foro mental.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Bolsonaro tem mais citações nas redes do que todos adversários juntos, diz estudo.


Uma análise de 34 milhões de postagens sobre as eleições 2018, difundidas em redes sociais, blogs e fóruns de internet entre os dias 20 de agosto e 17 de setembro, revelou que o candidato do PSL nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, foi o personagem citado em 51% delas – ou seja, mais do que a soma de todos os adversários. Nesta sexta-feira, o jornal O Estado de S. Paulo também publicou estudo que mostra que apoiadores de Bolsonaro são os que compartilham maior número de fontes de informação falsa ou de baixa qualidade – as “junk news” ou notícias distorcidas – relacionada às eleições no Twitter, rede social em que ele tem o maior engajamento político. O trabalho relacionado às postagens sobre as eleições brasileiras foi feito pela empresa espanhola Alto Data Analytics que trabalha com inteligência artificial e análise de grandes bases de dados, e distribuído para os veículos que participam do projeto Comprova – entre eles o Estado -, que combate a disseminação de conteúdo falso nas redes durante a campanha.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Acredite: Comer grilo faz muito bem para a saúde, diz estudo.



Essa pode não parecer uma ideia muito atraente, mas adicionar grilos às refeições diárias traz benefícios para o sistema digestivo, indica estudo publicado no periódico Scientific Reports. De acordo com os pesquisadores, o consumo desses insetos  é capaz de diminuir inflamações pelo corpo e pode ajudar no crescimento de bactérias intestinais benéficas. Isso acontece porque os insetos são ricos em fibras, que servem de alimento para os micro-organismos probióticos capazes de combater diversas doenças, como baixa imunidade, obesidade e problemas intestinais.  Ainda que pareça impensável ingerir grilos (intencionalmente), segundo o Daily Mail, essa é uma prática comum em alguns países onde mais de dois bilhões de pessoas consomem insetos – considerados fontes alternativas de proteínas, vitaminas, minerais e gorduras saudáveis.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Brasil pode ter recessão inédita, diz estudo.


A economia brasileira corre o risco de mergulhar em um período de três anos seguidos de contração, fato inédito desde 1901, início da série histórica. A informação é da Folha de São Paulo. Dados muito negativos de atividade econômica referentes ao fim de 2015 e o início deste ano têm levado as projeções de analistas para o desempenho do PIB em 2016 (Produto Interno Bruto) a continuar piorando.


O banco Credit Suisse esperava contração de 3,5% do PIB, mas agora já trabalha com número mais próximo de 4%, mesma estimativa da instituição para 2015. E, para 2017, projeta um terceiro recuo, entre 0,5% e 1%. A última vez que o PIB encolheu por dois anos seguidos foi no biênio 1930­1931, quando a economia global passava por crise severa após a quebra da Bolsa de Nova York. Um período de três anos de contração nunca ocorreu.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PRONTO! Cheirar cocô é melhor que tomar antibióticos, diz estudo.


Dificilmente alguém vai falar que cocô serve para alguma coisa boa, mas se você contrair uma infecção durante uma passada pelo Reino Unido, Austrália ou EUA, pode ser que indiquem tomar um pouco de fezes pelo nariz para ter mais chances de cura.

Trata-se do transplante de fezes, procedimento terapêutico que está sendo estudado nestes países – e com resultados que cheiram muito bem.

O British Medical Journal (BJM) divulgou um estudo com 516 pacientes infectados por bactérias do tipo Clostridium difficile. A taxa de sucesso entre os que se trataram com o transplante foi de 85%, enquanto apenas 20% dos que tomaram antibióticos se livraram das bactérias.

A técnica consiste em pegar as fezes de um doador saudável, congelar, triturar e passar para o intestino do paciente via um tubo colocado no nariz ou no ânus.

Alguns experimentos têm sido feitos com pílulas recheadas com cocô congelado. O método prevê que os microrganismos presentes nos dejetos saudáveis colonizem o estômago doente e curem infecções.

Há até mesmo incentivo ao transplante para além do tratamento de infecções. Testes estão sendo realizados no combate a doenças variadas, como encefalopatia hepática, síndrome do cólon irritável e até autismo.

Os professores que escreveram para o BJM, Tim Spector e Rob Knight, também alertam sobre os perigos da técnica. Dois pacientes curados da Clostridium difficile apresentaram grande aumento de peso após o transplante.

Além disso, há uma preocupação com infecções causadas pelo transplante e com a possibilidade de que a técnica cause depressão e ansiedade nos pacientes, já que estudos apontam uma ligação entre esses quadros e micróbios estomacais.

O MRHA, órgão que regula a medicina britânica, já considera o transplante um produto médico.

Na Austrália, a técnica está em uso mesmo sem ter sido aprovada pelo governo local. Nos EUA, mais de 500 locais oferecem o transplante fecal e até mesmo um banco para doações de fezes já está operando.

FONTE: Exame

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mulher divorciada tem 2 vezes mais chances de ter ataque cardíaco, diz estudo


Mulheres que se divorciam têm quase duas vezes mais chances de ter ataque cardíaco se comparadas à outras que continuaram em seu relacionamento, aponta estudo do centro médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. A pesquisa mostrou que o estresse relacionado ao divórcio é fator decisivo para a situação. De acordo com pesquisadores, os dados também servem para os homens.

O estudo analisou mais de 15 mil homens e mulheres que tinham se casado pelo menos uma vez. Os participantes foram perguntados sobre seu estado de saúde e situação matrimonial a cada dois anos, entre 1992 e 2010. Um terço dos entrevistados se separou pelo menos uma vez neste período.

De acordo com o estudo, o estresse tem resultado duradouro na saúde das pessoas que se divorciaram. O risco de ataque cardíaco entre mulheres que se separaram uma vez foi maior em 24% que em mulheres que se mantiveram em seu relacionamento. Para as mulheres que se divorciaram mais de duas vezes, o risco quase dobrou, se igualando a pessoas que possuem doenças crônicas como diabetes e pressão alta.

Nos homens, o risco de ataque cardíaco para aqueles que se separaram uma vez foi um pouco menos, de 10% em comparação aos que continuaram casados. Os que se divorciaram mais vezes tiveram incidência de ataque 30% maior que os demais.
De acordo com Matthew Dupre, professor de medicina da Universidade de Duke, o estresse do divórcio é fator decisivo para o ataque cardíaco.

— Esse é um dos primeiros estudos realizados medindo o estresse do divórcio relacionado ao ataque cardíaco, mas já podemos dizer que ele afeta diretamente a saúde das pessoas.
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