O SIGNIFICADO DA VIDA

quinta-feira, 16 de abril de 2026

FHC é interditado pela Justiça de SP após pedido dos filhos

 


O Tribunal de Justiça de SP decidiu, nesta quarta-feira (15), interditar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), de 94 anos, após pedido feito pelos filhos. A informação foi confirmada pela Fundação FHC e divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo a decisão, o pedido leva em consideração o quadro de saúde do ex-presidente, que apresenta condição compatível com doença neurodegenerativa em estágio avançado. Com a medida, a Justiça nomeou um curador provisório para a gestão de questões patrimoniais de FHC. A função ficará sob responsabilidade de um dos filhos.

A decisão também indica que a medida teve concordância da família e segue os trâmites legais previstos para casos de interdição. FHC já não participava da administração de decisões financeiras nem da rotina cotidiana e vinha recebendo acompanhamento médico contínuo.

O processo ainda prevê a atualização de informações sobre o estado de saúde e autonomia do ex-presidente.

Lula sanciona novo Plano Nacional de Educação com metas para próxima década

 


Documento prevê aumento de investimentos e estabelece diretrizes para melhorar a qualidade do ensino no país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (14) o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que define metas, diretrizes e estratégias para o desenvolvimento do ensino no Brasil pelos próximos dez anos.

Um dos principais pontos do plano é o aumento progressivo dos investimentos públicos na área. A proposta estabelece que os recursos destinados à educação devem alcançar 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até o sétimo ano de vigência, chegando a 10% ao final do período. O novo PNE reúne 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias, com foco na melhoria da aprendizagem, ampliação da inclusão e redução das desigualdades educacionais em todo o país.

Prioridades e metas

Entre os principais eixos do plano estão a alfabetização na idade certa, o fortalecimento da trajetória escolar dos estudantes e a melhoria da infraestrutura das escolas. Também ganham destaque a expansão da conectividade e o incentivo à educação digital.

Uma das metas centrais prevê que, até o quinto ano de vigência, pelo menos 80% das crianças estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental. A universalização desse índice é esperada até o fim da década. O plano também reforça a importância da formação e valorização dos profissionais da educação como fator essencial para alcançar os resultados propostos.

Integração e monitoramento

O PNE prevê a atuação integrada entre União, estados, Distrito Federal e municípios, dentro do Sistema Nacional de Educação, instituído pela Lei Complementar nº 220/2025. Além disso, o documento estabelece mecanismos de acompanhamento, transparência e governança para monitorar o cumprimento das metas ao longo dos anos. A proposta abrange todos os níveis de ensino, desde a educação infantil até a pós-graduação, e incorpora iniciativas já em andamento, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

O plano também inclui diretrizes específicas para enfrentar desigualdades educacionais, levando em conta fatores como raça, gênero, condição socioeconômica e localização geográfica. Segundo o governo federal, o objetivo é consolidar a educação como um dos principais pilares para o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Comissão da Câmara discute redução na idade para dirigir

 


A comissão especial da Câmara dos Deputados que estuda alterações no Código de Trânsito Brasileiro realiza mais uma audiência pública nesta quarta-feira (15). Desta vez para discutir a redução da idade mínima para obtenção da primeira habilitação.

O debate será realizado às 14 horas, no plenário 2.

A reunião foi sugerida pelos deputados Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e Coronel Meira (PL-PE), respectivamente, relator e presidente do colegiado.

A comissão especial analisa 270 propostas que mudam o Código de Trânsito (PL 8085/14 e apensados).

Aureo Ribeiro afirma que muitos adolescentes dirigem antes da idade mínima legal, sem formação adequada, o que aumenta os riscos no trânsito e evidencia a necessidade de reflexão sobre mudanças na legislação e na formação de condutores. Já Coronel Meira acrescenta que a redução da idade mínima envolve também aspectos psicológicos e sociais, exigindo a análise da maturidade dos jovens.

Exigência da biometria para concessão de benefícios do INSS passa a valer em janeiro de 2027

 


A partir de 1º de janeiro de 2027, a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) será a base exclusiva de identificação biométrica na seguridade social. Ou seja, todos os novos cadastros para benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverão utilizar os dados biométricos que vão ser registrados na CIN.

Em entrevista à Voz do Brasil, desta terça-feira (14/4), a presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, assegurou que não haverá corte de benefícios por conta da mudança. “Não vai haver cessação de benefício. Inicialmente, mesmo que necessário, vai ser feito um pedido do INSS para que esse segurado faça a biometria”.

Para não cair em fake news, os segurados, a população, tem que recorrer ativamente nesses locais que fazem a biometria, que é tirando a carteira de identidade, a Carteira Nacional de Habilitação, o passaporte, e também, a maioria já vai ter a biometria porque fez a atualização no Tribunal Superior Eleitoral (TRE). Então, é bom saber que quase todos já têm a biometria, não precisa pânico, não precisa correr”, explicou a presidente do INSS.

As pessoas que ainda não têm nenhum cadastro biométrico terão de emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, a CIN, a partir de janeiro de 2027. Já quem é beneficiário ou tem cadastro biométrico do Tribunal Superior Eleitoral ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte, a CIN só passará a ser obrigatória em janeiro de 2028.

O primeiro passo para a emissão da CIN é acessar o gov.br/identidade, entrar no link de agendamento de seu estado e marcar a coleta da biometria. No dia da emissão, é necessário levar a certidão de nascimento ou de casamento. Caso seja do interesse, a versão digital da CIN também possibilita a inclusão de outros documentos, como a CNH ou o título de eleitor.

A transição para a base da CIN é parte de um esforço do Governo Federal para integrar os serviços públicos. Com a biometria unificada, o segurado ganha em segurança, pois a tecnologia da nova identidade dificulta a falsificação de documentos e garante que o benefício chegue ao destinatário correto. A regulamentação entra em vigor em 30 de abril de 2026, revogando as regras anteriores sobre o tema. 

https://www.gov.br/governodigital/pt-br/identidade/identificacao-do-cidadao-e-carteira-de-identidade-nacional

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Novos medicamentos aprovados pela Anvisa prometem revolucionar tratamentos no país

 


A Anvisa oficializou a liberação de novos medicamentos de alta tecnologia que prometem transformar o cenário de tratamento de doenças graves no Brasil. As autorizações cobrem um espectro importante de diagnósticos, desde o manejo do diabetes até abordagens revolucionárias contra neoplasias e patologias raras, trazendo alívio para milhares de pacientes.

O processo de aprovação da agência segue critérios rigorosos de segurança e eficácia. Antes de chegarem às farmácias ou hospitais, esses produtos passam por uma bateria de testes clínicos que comprovam se os benefícios superam os riscos. Com o sinal verde, os médicos brasileiros ganham ferramentas poderosas para personalizar o cuidado com seus pacientes.

A entrada desses fármacos no Brasil é um reflexo do investimento global em biotecnologia. O mercado brasileiro, por sua dimensão, torna-se um dos principais destinos para essas inovações, o que fortalece a competitividade e tende a reduzir os preços dos tratamentos a longo prazo, conforme mais opções vão surgindo.

Como os novos fármacos mudam o jogo no diabetes

Para o paciente com diabetes, a inovação vai muito além de reduzir números no glicosímetro. Os novos medicamentos aprovados oferecem uma proteção sistêmica. A ciência avançou para entender que o tratamento não deve olhar apenas para o pâncreas, mas para como o corpo todo lida com a energia dos alimentos e a saúde dos órgãos.

A facilidade de uso também é um fator que aumenta a adesão ao tratamento. Quando o paciente não precisa lidar com efeitos colaterais que atrapalham o seu dia a dia, ele tende a seguir a recomendação médica com muito mais disciplina. Isso evita os episódios de hipoglicemia e as idas ao pronto-socorro que desgastam tanto o paciente quanto o sistema de saúde.

O médico agora tem em mãos uma artilharia muito mais precisa. O uso combinado dessas novas medicações com o monitoramento contínuo de glicose tem mostrado resultados que, há uma década, seriam considerados impossíveis de alcançar para uma pessoa com o metabolismo alterado pelo diabetes.

Inovação na oncologia: terapias personalizadas

No combate ao câncer, a aprovação de novos fármacos destaca a importância da medicina personalizada. Cada tumor possui características próprias, e as novas terapias aprovadas pela Anvisa foram desenhadas para identificar essas características e bloquear o crescimento das células cancerígenas de forma inteligente.

Muitos desses remédios funcionam como “chaves” que destravam o sistema imunológico do paciente, dando a ele a força necessária para atacar o tumor. A eficácia desse método tem sido um divisor de águas em casos avançados da doença, onde as opções convencionais já não apresentavam a resposta desejada.

O acesso a essa inovação é um direito que está sendo consolidado. Embora o início do tratamento possa ter um custo elevado, o ganho em saúde e a possibilidade de retorno ao trabalho e à vida social trazem um retorno positivo que não se mede apenas em números financeiros, mas em anos de vida bem vividos.

O desafio do tratamento de doenças raras

O Brasil tem avançado no reconhecimento da necessidade de suporte para quem convive com doenças raras. A aprovação de um novo fármaco específico para uma dessas condições é um alento para as associações de pacientes que lutam por visibilidade. O medicamento não é apenas uma molécula; é, para muitos, a única ferramenta disponível para controlar o avanço degenerativo de sua condição.

O trabalho de monitoramento após a aprovação é fundamental. A Anvisa continua acompanhando o uso desses remédios na população para garantir que a segurança se mantenha alta, mesmo em larga escala. Esse acompanhamento constante dá aos profissionais de saúde a segurança necessária para prescrever com confiança, sabendo que os dados de eficácia são sólidos.

A ciência médica nunca esteve tão rápida em trazer soluções para a beira do leito do paciente. Cada nova caixa de remédio aprovada na prateleira traz consigo o trabalho de milhares de pesquisadores e a esperança renovada de muitas famílias. É um ciclo de inovação que precisa ser celebrado e, acima de tudo, democratizado para que alcance todos os que precisam.

Comissão de Cultura aprova política nacional para incentivar artesanato associado ao turismo

 


A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4167/25, que cria uma política nacional para fortalecer a produção de artesanato vinculada ao turismo.

O texto institui o Pró-Artesão, com o objetivo de incentivar o processo artesanal para a geração de trabalho e renda, além de valorizar as tradições culturais brasileiras. A proposta, apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), foi inspirada em iniciativas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e estabelece diretrizes para o desenvolvimento do setor.

O projeto define as características do que pode ser considerado produto artesanal, prevê critérios para a certificação da produção e permite a celebração de convênios com instituições públicas e privadas para implementar as ações.

Os parlamentares acolheram o parecer da relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), pela aprovação da proposta com uma pequena alteração na nomenclatura do Pró-Artesão: em vez de “Programa Nacional de Desenvolvimento da Produção Artesanal Associada ao Turismo”, como previsto no texto original, para “Política Nacional de Desenvolvimento da Produção Artesanal Associada ao Turismo”.

Segundo Alice Portugal, a iniciativa se configura mais adequadamente como uma política pública nacional por oferecer um marco estratégico que permite estruturar diferentes ações governamentais.

A relatora ressaltou o impacto positivo da medida para a cultura e o desenvolvimento regional.

“O Pró-Artesão valoriza o artesanato como expressão cultural brasileira, articulando sua promoção com a geração de renda para artesãos e a ampliação da visibilidade dessas produções nos destinos turísticos”, afirmou.

Próximos passos

A proposta, que tramita em caráter conclusivo pelas comissões, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3098555&filename=Parecer-CCULT-2026-03-17

 

Governo vai exigir transparência de lucro de distribuidoras para manter subsídios aos combustíveis

 


O governo federal vai exigir que distribuidoras de combustíveis divulguem semanalmente suas margens de lucro para continuar tendo acesso aos subsídios. A medida será oficializada por decreto e busca garantir que os descontos cheguem, de fato, ao consumidor final.

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a regra estabelece que as empresas precisam comprovar que não aumentaram suas margens ao receber os combustíveis subsidiados. Dessa forma, o governo pretende evitar distorções nos preços e ampliar a transparência no setor.

Além disso, o decreto vai detalhar como essas informações devem ser divulgadas. A iniciativa surge, sobretudo, após críticas de que parte dos benefícios não estaria sendo repassada integralmente ao consumidor.

Multas podem chegar a R$ 500 milhões

Caso as distribuidoras descumpram as regras, o governo prevê penalidades consideradas severas. Entre elas, estão multas que variam de R$ 1 milhão até R$ 500 milhões, principalmente em casos de prática abusiva de preços.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, também haverá punição para empresas que deixarem de enviar informações à Agência Nacional do Petróleo (ANP) ou que descumprirem as condições estabelecidas nos programas de subvenção.

Subsídios ao diesel e gás de cozinha

Ao mesmo tempo, o governo prepara três decretos para regulamentar os subsídios ao diesel e ao gás de cozinha (GLP). No caso do diesel, será formalizada uma subvenção de R$ 1,20 por litro para o combustível importado, com divisão de custos entre União e estados.

Além disso, o governo vai acrescentar um novo incentivo de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil. Com isso, o valor total do subsídio pode chegar a R$ 1,52 por litro, somando medidas anteriores. Já para o gás de cozinha, uma medida provisória prevê um subsídio de R$ 850 por tonelada de GLP importado. O objetivo, nesse caso, é reduzir o preço ao consumidor e equiparar o valor ao produto nacional.

Medidas incluem setor aéreo e fiscalização

Enquanto isso, o governo também anunciou ações para o setor aéreo. Entre elas, estão linhas de crédito de até R$ 9 bilhões via BNDES e a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação. Além disso, haverá reforço na fiscalização em momentos de crise e a criação de um novo tipo penal para punir aumentos abusivos de preços, com previsão de prisão de dois a cinco anos.

Novas regras de consignado para servidores entram em vigor

 



As novas regras para operações de empréstimo consignado com desconto na folha de pagamento de servidores públicos federais entram em vigor nesta terça-feira (14).

 

A Portaria MGI nº 984/2026 foi publicada em fevereiro pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). De acordo com a pasta, a revisão tem o objetivo de tornar o processo mais seguro, transparente e eficiente para prevenir fraudes, golpes ou práticas abusivas contra   servidores, aposentados e pensionistas do governo federal.

 

Adicionalmente, a limitação de 30 dias para acesso aos dados dos usuários pretende evitar o assédio comercial por tempo indefinido e o vazamento de informações financeiras.

 

Os interessados com vínculo com o Poder Executivo Federal poderão consultar as taxas máximas de juros e demais custos e encargos praticados pelas instituições financeiras para cada modalidade de operação de consignado.

 

Isso permite que servidores, aposentados e pensionistas comparem, de forma justa, qual banco oferece a melhor proposta. As informações deverão ser disponibilizadas diretamente no Portal do Servidor ou no aplicativo SouGov.br. Para acessar, é preciso entrar com o login e senha cadastrados na plataforma Gov.br

 

Entre os principais atualizações, a nova legislação sobre os consignados com desconto em folha de pagamento do Executivo Federal determina:

 

· fim das autorizações genéricas. Agora, cada operação (um novo empréstimo, um saque no cartão ou uma compra específica) exigirá uma nova confirmação direta e individualizada do servidor ou aposentado no aplicativo SouGov.br;

 

. controle de cartões de crédito consignado. Cada uso de saque ou transação relevante precisará de uma validação expressa;

 

. portabilidade de consignação: esta operação não exige a transferência de valores da conta do servidor para terceiros, por exemplo, via Pix. A portabilidade ocorre diretamente entre as instituições que oferecem os empréstimos, sem a intermediação com terceiros.

 

A nova legislação proíbe a formalização de contratos de empréstimo por telefone ou aplicativo de mensagens instantâneas. Também está bloqueada a emissão de cartão extras (por exemplo, para dependentes) e de derivados ou subprodutos ligados à margem consignada. O objetivo é facilitar o controle financeiro da família e evitar o superendividamento do titular.

 

As novas regras de empréstimo consignado ao servidor também proibiram a cobrança de taxas de serviço do cartão consignado (abertura do contrato, manutenção de conta ou anuidade).

 

Outro impedimento é a cobrança de juros pelo banco consignatário sobre o valor das compras pagas com cartão de crédito, em caso de pagamento integral da fatura pelo usuário, em uma única parcela (sem entrar no rotativo ou parcelar o saldo), na data de vencimento.

 

Portanto, o cartão deve funcionar como um cartão de crédito convencional. O banco somente poderá cobrar juros se o servidor optar pelo pagamento mínimo da fatura ou pelo financiamento do saldo devedor.

 

Um capítulo inteiro da portaria foi dedicado aos descontos de valores por sindicatos.

 

O desconto da contribuição sindical somente poderá ser efetuado mediante autorização prévia e expressa do empregado.

 

Entre as obrigações, está a notificação do servidor sobre valores registrados em folha. Com isso, será possível confirmar ou contestar cobranças, caso necessário. O servidor também poderá confirmar sua filiação ao sindicato responsável pelo desconto.

 

É vedado manter o desconto após o pedido de desfiliação do servidor ou após o fim do prazo da autorização de desconto do empregado. A portaria ainda define que os sindicatos devem manter a documentação comprobatória das autorizações – física ou digital – sempre que solicitada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

 

Em caso de descontos indevidos, o sindicato deve ressarcir os valores.

 

Se confirmado o cometimento de irregularidades, como a prestação de declaração falsa, estão previstas as seguintes penalidades:

 

·  desativação temporária do sindicato, o que impede a realização de novos descontos de valores na folha de pagamento do poder Executivo Federal, até que seja regularizada a situação;

·  descadastramento: expulsão total da entidade do sistema de consignações, caso não regularizem as falhas em até 180 dias.

 

A portaria também atualizou a lista de documentos para o cadastramento dos bancos consignatários. Agora, são exigidos os certificados digitais (e-CNPJ e e-CPF) no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

 

Continuam a ser cobrados no cadastro, entre outros, a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); o registro do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos representantes legais da entidade, e comprovação de endereço. A nova portaria passou a exigir agora.

 

No caso de sindicatos, deve ser apresentada a ata da assembleia em que foi deliberado o valor da mensalidade sindical a ser descontada; a ata de posse da atual diretoria devidamente registrada; o registro sindical emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); e a relação dos filiados ativos nos últimos 12 meses.

 

Caso identifique um desconto indevido, o banco consignatário será notificado para comprovar a regularidade da consignação contestada ou devolver o dinheiro descontado no prazo de até cinco dias úteis, contado da notificação, sob pena de exclusão da consignação.

 

O consignado (servidor) será notificado para se manifestar sobre as justificativas apresentadas pelo banco, no prazo de até cinco dias úteis.  Se o governo der ganho de causa ao servidor na reclamação de desconto indevido, o banco tem, no máximo, 30 dias para devolver o dinheiro à conta original para ressarcir o prejuízo financeiro causado.

 

O governo pode suspender temporariamente o banco (desativação temporária) antes mesmo do fim da investigação, caso haja indícios fortes de irregularidade. As instituições que descumprirem as regras (como prestar declaração falsa ou fazer descontos sem anuência) podem sofrer sanções, conforme cada caso.

 

https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-mgi-n-984-de-19-de-fevereiro-de-2026-687824608

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Conflito no Oriente Médio eleva frete e impacta exportações de carne do Brasil

 


Aumento nos custos logísticos e queda nas vendas atingem principalmente a carne bovina

A guerra no Oriente Médio tem provocado efeitos diretos nas exportações brasileiras de carne, com aumento expressivo nos custos logísticos e redução no volume de embarques para a região.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, o valor do frete marítimo por contêiner refrigerado mais que dobrou, saltando de cerca de US$ 2.800 para até US$ 7.000. A alta está relacionada às dificuldades em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, além de riscos e redirecionamentos no transporte internacional.

Os impactos também foram sentidos nas exportações de carne bovina. Em março, o Brasil embarcou 18,2 mil toneladas para a região, queda de 20,5% em relação a fevereiro. A receita também recuou, passando de US$ 137,5 milhões para US$ 115,6 milhões, redução de 15,9%.

Entre os países mais afetados estão Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Catar, Iraque e Arábia Saudita, todos com forte retração nas compras. Apesar do cenário adverso, o setor de carne de frango apresenta maior resiliência. Mesmo com uma queda de 19% nos embarques para o Oriente Médio, o Brasil exportou cerca de 100 mil toneladas para a região.

No mercado global, porém, os números seguem positivos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, as exportações totais de frango chegaram a 504,3 mil toneladas em março, alta de 6% na comparação anual. A receita também bateu recorde, com US$ 944,7 milhões.

A retomada das compras pela China, após restrições sanitárias anteriores, ajudou a impulsionar os resultados. Outros mercados importantes, como Japão, África do Sul e a União Europeia, também ampliaram suas importações. O cenário mostra que, apesar das dificuldades no Oriente Médio, o setor segue sustentado pela diversificação de mercados e pela demanda internacional aquecida.

Dólar abaixo de R$ 5 anima mercado e pode aliviar preço de alimentos e eletrônicos

 


Queda da moeda americana, inédita em mais de dois anos, pode aumentar o poder de compra do brasileiro, mas cenário ainda exige cautela

Pela primeira vez em mais de dois anos, o brasileiro começou a semana com uma notícia que impacta diretamente o bolso: o dólar caiu para abaixo de R$ 5,00. O movimento, registrado nesta segunda-feira (13), não era visto desde o início de 2024 e já gera reflexos positivos no mercado.

Segundo o economista Antonio Carvalho, em entrevista ao Portal A TARDE, a queda é resultado de um conjunto de fatores internacionais e internos. Entre eles, o alívio nas tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã, além dos juros elevados no Brasil, que atraem capital estrangeiro.

Na prática, o dólar mais barato funciona como uma espécie de freio para a inflação. Isso porque diversos produtos consumidos no país dependem da moeda americana, seja na importação direta ou no custo de produção.

Com a moeda em baixa, itens como trigo, fertilizantes e produtos industrializados tendem a ficar mais baratos. Esse efeito pode ser sentido em alimentos do dia a dia, como pão francês, macarrão e biscoitos, além de impactar o preço de carnes e leite, já que a alimentação dos animais também segue valores internacionais.

Outro setor que deve sentir o impacto é o de eletrônicos. Produtos como celulares, notebooks e outros equipamentos podem chegar mais baratos ao consumidor, especialmente com a reposição de estoques pelas varejistas.

O combustível também entra nessa conta. Como a Petrobras utiliza referências internacionais para definir preços, a queda do dólar ajuda a evitar novos reajustes. Isso contribui para manter o frete estável e, consequentemente, reduz a pressão sobre o preço dos alimentos.

Além disso, quem planeja viajar ou fazer compras em sites internacionais também pode se beneficiar. Com o dólar mais baixo, passagens, hospedagens e produtos adquiridos no exterior tendem a custar menos no fechamento da fatura.

Por outro lado, nem todos saem ganhando. Exportadores brasileiros podem enfrentar redução nos lucros, já que recebem menos em reais por cada venda realizada em dólar. Em contrapartida, esses mesmos setores se beneficiam de custos mais baixos na compra de insumos e equipamentos.

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que o momento exige cautela. Fatores externos, como tensões no Oriente Médio e oscilações no preço do petróleo, ainda podem influenciar o câmbio. Além disso, uma possível queda nos juros no Brasil pode reduzir a entrada de capital estrangeiro, pressionando novamente o dólar.

Para o consumidor, a orientação é aproveitar possíveis reduções de preços, principalmente em itens essenciais e eletrônicos, mas evitar decisões impulsivas, já que o cenário econômico global segue instável.

Presidente do INSS é demitido e servidora de carreira assume comando do órgão

 


Troca ocorre após investigações sobre fraudes bilionárias na Previdência Social

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, foi demitido do cargo. Em seu lugar, assume nesta segunda-feira (13) a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira. Antes de assumir a presidência, Ana Cristina ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.

Gilberto Waller havia sido nomeado para o comando do INSS em 30 de abril do ano passado, em meio a um escândalo envolvendo fraudes na Previdência. Ele assumiu a função uma semana após uma operação da Polícia Federal revelar um esquema bilionário de desvios por meio de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

As investigações apontam que o esquema criminoso ocorreu entre 2019 e 2024, com descontos irregulares aplicados diretamente nos benefícios. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 6,3 bilhões. Na época, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado e posteriormente demitido. Em novembro, ele chegou a ser preso. Outros cinco servidores da alta cúpula do órgão também foram afastados por decisão judicial e, depois, detidos pela polícia.

 

Governo projeta salário mínimo de R$ 1.717 para 2027 no PLDO

 


Estimativa prevê aumento de 5,9% e considera inflação mais ganho real

O governo federal trabalha na elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 e prevê que o salário mínimo no país possa chegar a R$ 1.717. Caso o valor seja confirmado, o reajuste representará um aumento de aproximadamente 5,9% em relação ao piso atual, de R$ 1.621.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, a proposta deve ser apresentada na próxima quarta-feira (15). O cálculo leva em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 2026, acrescida de um ganho real de 2,5%. Apesar da projeção incluída no documento, o valor definitivo do salário mínimo para 2027 só será definido no final deste ano, após a consolidação dos dados da inflação.

O piso nacional é referência para diversos pagamentos e benefícios, como aposentadorias e auxílios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e contribuições de microempreendedores individuais. O salário mínimo também impacta o cálculo de indenizações judiciais em processos nos Juizados Especiais.

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