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terça-feira, 10 de março de 2026

Maranhão implantará Centro Estadual de Monitoramento Agrometeorológico para fortalecer o planejamento da agropecuária maranhense

 


O Governo do Maranhão iniciou a implantação do Centro Estadual de Monitoramento Agrometeorológico do Maranhão (Cemam), uma estrutura voltada à produção e análise de informações climáticas estratégicas para o setor agropecuário. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sagrima) e conta com a parceria de instituições estaduais e federais ligadas à pesquisa, extensão rural e meteorologia.

O projeto está sendo desenvolvido de forma integrada entre a Sagrima, a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Universidade Estadual do Maranhão (Uema). A cooperação entre essas instituições permitirá integrar dados científicos, monitoramento climático e ações de extensão rural para apoiar o planejamento produtivo no campo.

A estrutura do Cemam será responsável por coletar, processar e analisar dados meteorológicos provenientes de estações instaladas em diferentes regiões do Maranhão. As informações servirão de base para a elaboração de boletins agrometeorológicos, emissão de alertas sobre eventos climáticos extremos e produção de relatórios técnicos voltados a produtores rurais, gestores públicos e instituições de pesquisa.

A criação do Cemam ocorre em um contexto de maior variabilidade climática, que tem provocado impactos diretos na agropecuária. Fenômenos como estiagens prolongadas, chuvas intensas e ondas de calor afetam a produtividade agrícola, elevam os riscos de perdas e exigem maior capacidade de planejamento das atividades produtivas.

A sede do Cemam será instalada na Superintendência Federal de Agricultura no Maranhão, onde funcionará o núcleo de monitoramento e processamento das informações climáticas. O espaço contará com infraestrutura tecnológica voltada ao acompanhamento em tempo real das condições meteorológicas no estado e à análise dos dados gerados pela rede de estações.

O sistema utilizará estações meteorológicas automáticas capazes de registrar variáveis essenciais para o manejo agropecuário, como precipitação, temperatura do ar, umidade relativa, radiação solar, pressão atmosférica e velocidade dos ventos. Esses dados serão transmitidos continuamente por sistemas de comunicação via satélite, permitindo atualizações frequentes e maior precisão nas análises climáticas.

Além da rede de estações já existente, o projeto prevê a ampliação da cobertura de monitoramento no território maranhense com a instalação de novas unidades de coleta de dados. A medida deverá aumentar a capacidade de geração de informações climáticas regionalizadas para apoiar o planejamento agrícola.

O modelo de funcionamento do Cemam também prevê a colaboração com associações de produtores rurais e organizações do setor produtivo. Por meio dessas parcerias, o centro poderá integrar ao sistema de monitoramento os dados agrometeorológicos coletados por estações meteorológicas privadas instaladas em propriedades rurais. A iniciativa permitirá ampliar a base de informações disponíveis, aumentando a cobertura territorial dos dados e contribuindo para análises climáticas mais precisas e representativas das diferentes regiões produtivas do estado.

Os dados produzidos pelo Cemam também poderão subsidiar políticas públicas relacionadas ao desenvolvimento rural, gestão de recursos hídricos e planejamento de infraestrutura. Relatórios técnicos elaborados pelo centro poderão orientar programas de crédito rural, seguro agrícola e ações de manutenção de estradas utilizadas no escoamento da produção agropecuária.

O investimento previsto para a implantação do Cemam é de aproximadamente R$ 2,39 milhões, destinados à estrutura física, aquisição de equipamentos e operacionalização do sistema de monitoramento.

Com a integração entre governo estadual, instituições federais, universidade estadual e organizações do setor produtivo, a expectativa é que o Cemam amplie a capacidade do Maranhão de antecipar riscos climáticos, fortalecer o planejamento da produção rural e contribuir para a adaptação da agropecuária às mudanças do clima.






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