A economia brasileira mostrou,
pelo terceiro ano seguido, um crescimento tímido. No primeiro ano do governo
Bolsonaro, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,1%. O dado, divulgado nesta
quarta-feira, 4, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é
menor do que os de 2017 e 2018, quando a economia registrou alta de 1,3%. Em
valores correntes, o PIB do ano passado totalizou 7.256,9 bilhões de reais.
De acordo com a Veja, o ano de
2019 começou carregado de expectativas na economia brasileira: com a eleição do
presidente Jair Bolsonaro e a agenda reformista comandada por Paulo Guedes,
economistas e analistas financeiros previam crescimento na casa dos 2,5%,
Porém, o avanço estimado desandou com a tragédia da Vale em Brumadinho, além do
atraso das reformas.
A Previdência, por exemplo, foi
aprovada apenas no 4º trimestre e ainda não há avanço nas mudanças tributárias
e administrativas. Crises internacionais também desestimularam o resultado
brasileiro em 2019. A longa batalha comercial entre Estados Unidos e China e a
crise na vizinha argentina também ajudaram a contribuir com o resultado lento.
O PIB é a soma de todos os bens e
serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Apesar
de três anos de crescimento, o Brasil ainda não reverteu a queda do ritmo da
economia tida com a recessão de 2015 e 2016, quando o país caiu 3,5% e 3,3%,
respectivamente. O resultado do ano foi puxado pelo crescimento dos
investimentos privados, que tiveram alta de 2,2%, além do consumo das famílias,
que avançou 1,8%. Pelo lado da oferta, o destaque foi o setor de serviços, que
avançou 1,3%.
A recuperação do mercado de
trabalho, ainda que lenta, contribuiu para os resultados. No trimestre
encerrado em dezembro, a taxa de desocupação ficou em 11%, atingindo 11,6
milhões de pessoas. Mesmo com a redução do desemprego, a informalidade atingiu
patamar recorde em 2019.
Com as pessoas parando de perder
emprego e chegando a recuperar espaço no mercado de trabalho, houve mais
liberdade para o aumento dos gastos da família. A liberação pontual de recursos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), também causou estímulo
positivo no resultado.

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