O candidato do Podemos à
Presidência da República, Álvaro Dias, disse nesta segunda-feira (6) que, se
eleito, fará em 2019 um corte linear de 10% em todas as despesas do governo
federal, em um ajuste de emergência inspirado no programa adotado pela
chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em 2008. Para 2020, viria o ajuste
estrutural, ouvindo todos os setores do governo. Ele acredita que há excessos
cortáveis de 10% a 12% nos gastos do governo federal. “Aumentar impostos, nem
pensar.” A proposta foi exposta no evento promovido pela Câmara Brasileira da
Indústria da Construção (CBIC), em sabatina com cinco candidatos. Ele propõe
uma reforma do Estado que combata privilégios e dê ao governo a legitimidade
necessária para propor uma reforma da Previdência. O candidato do Podemos
acredita que 15 ministérios são suficientes, e quer reduzir a quantidade de
deputados, senadores e vereadores. Defende também a privatização de estatais e
a observância rigorosa do teto salarial do serviço público. A reforma da
Previdência, disse ele, “tem de começar pela transparência total”, deixando
claro aos brasileiros o que aconteceu com o sistema previdenciário. Uma medida
seria cobrar os inadimplentes, como clubes de futebol. “De nada adianta o
candidato dizer que vai recuperar o País se não romper com as estruturas que
existem atualmente”, disse. Ele prometeu uma “refundação da República”, que
passa por três desafios: o ajuste fiscal, a retomada dos investimentos e a
agenda de competitividade. “O Brasil não pode ser brinquedo entregue às mãos de
aventureiros que querem com ele brincar”, discursou. “Não há solução para os
problemas que afligem o país se sustentarmos esse sistema corrupto que
fracassou.”
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Há 19 horas

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