O ano de 2017 está se esvaindo, e
logo estaremos no novo ano de 2018. O ciclo, mais uma vez, está se cumprindo ao
longo dos 365 dias que compõem o nosso ano, desde que tivemos estabelecido o
calendário gregoriano, a partir da órbita terrestre em torno do Sol. Todos
sabemos disso. É fato comum que, neste período que antecede a virada do ano, as
pessoas se encham de esperanças de que tudo mude, como num passe de mágica,
quando os relógios marcarem a meia noite do dia 31 de dezembro, entre abraços,
beijos, champagnes, e espocar de fogos de artifícios, desde a distante
Kiribati, ilha próxima à Austrália, até o ponto mais longínquo da Costa Oeste
do continente americano, cruzando muitos meridianos, mantendo-se a tradição. Nas
grandes cidades, palcos são armados, e shows acontecem, com artistas de
diversas “estaturas” profissionais, para delírio dos seus enlouquecidos fãs,
que gastam fortunas para participarem dos festejos abertos, ou fechados, em
camarotes finamente decorados, Buffets fartos, e outros itens inimagináveis
para a grande maioria dos mortais, dentre os quais me incluo, de bom grado. Que
saltem as 7 ondas, e façam seus pedidos. Mas há povos que possuem os seus
próprios calendários, e por consequência, seus eventos. E muitas são as formas
de comemorar a passagem do ano, como na China, por exemplo, cuja datação
baseia-se em um calendário lunisolar, composto de 12 lunações, num total de 354
dias, diferindo assim do nosso calendário. para compensar a defasagem diante do
calendário ocidental que nós seguimos, acrescentam mais um mês a cada 3 anos.
Eles, os chineses, já estão vivendo o seu ano de 4715 de uma cultura riquíssima
em tradições. Também seguem o calendário lunisolar, os judeus, só que a
sincronização com o nosso calendário, é um pouco diferente. Eles iniciam a sua
cronologia, a partir do Êxodo, vivem o seu ano de 5778. Os seus meses
iniciam-se sempre no dia da lua nova, e duram cerca de 29 dias, em média.
(Fonte Wikpédia). Apenas a título de curiosidade, temos também o calendário
islamita, que celebra o seu Ano Novo em 1º de “muharram”, que varia, e em 2016,
caiu a 3 de outubro. Como vemos, há divergências históricas na cronologia dos
povos, que precisam, e devem ser respeitadas, pois cada um deles possui a sua
referência, que nunca será abandonada, nem abafada por imposições de religiões,
ou decisões políticas, através de decretos. Aliás, mesmo quando ocorreram
dominações por outros povos, os dominados tratavam de preservar as suas
tradições, passadas verbalmente, de geração em geração, ou através dos textos
escritos e cuidadosamente guardados, os textos bíblicos, os hieróglifos
egípcios, o calendário asteca, ou maias, apenas para citar alguns. Vivamos
então o momento singular de mais uma transição do nosso calendário, troquemos
as folhinhas, as agendas, e recomecemos o novo ano, com disposição para
enfrentarmos o que virá. Não esqueçamos, porém, que será apenas mais um dia nas
nossas vidas.
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