Um dos principais articuladores
para a manutenção do autofinanciamento foi o milionário presidente do Senado,
Eunício Oliveira.
A tímida reforma aprovada na
última semana a toque de caixa na Câmara e no Senado e sancionada pelo
presidente Michel Temer revelou, novamente, o corporativismo da classe política
ao manter regras que privilegiam, por exemplo, candidatos endinheirados. Um dos
principais articuladores para a manutenção do autofinanciamento — sem limites —
foi o milionário presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) que, em 2010,
doou R$ 1,63 milhão em recursos próprios ou de suas empresas para a campanha
que o elegeu ao Senado. Em 2014, quando concorreu ao governo do Ceará, Eunício
arrecadou das próprias empresas e de doadores — como Odebrecht e JBS — mais de
R$ 43 bilhões.
Rei da soja - O senador Blairo
Maggi (PP), atualmente ministro da Agricultura, foi o maior financiador da
própria campanha que o elegeu ao Senado em 2010, com R$ 782,8 mil.
Relator - Em evidência após
assumir a relatoria da segunda denúncia contra Michel Temer, o deputado tucano
Bonifácio de Andrada (MG) também integra a fila de parlamentares endinheirados:
doou R$ 813 mil para a própria campanha em 2014.
Distorções - O deputado petista
Henrique Fontana (RS) defende que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal
Superior Eleitoral (SER) “corrijam o que chama de distorções e vetem o
autofinanciamento livre e as altas contribuições de pessoas físicas”.

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