AÇAILÂNDIA - Todo político promete ações em beneficio da
coletividade, isso respeitando as múltiplas opiniões e, principalmente, prometendo
gerir a coisa pública com zelo e moralidade.
“Público quer dizer relativo ou pertencente a um povo - ou do
povo. Serve para uso de todos”. Bens públicos são aqueles de uso comum do povo
tais como: estradas, ruas, praças, rios, mares etc. Existem também aqueles de
uso especial, tais como: edifícios e terrenos destinados a serviços ou
estabelecimento da administração federal, estadual ou municipal.
A relação entre Política e Coisa Pública (bem público) é
clara e evidente, uma vez que cabe à política traçar diretrizes que visem
atingir o BEM COMUM. Ao poder público cabe gerir a coisa pública com zelo e
moralidade. Ao povo cabe respeitar e zelar pelos bens públicos, uma vez que
esses bens servem à todos.
Baseando-me nestes conceitos pergunto: Por que os bens
públicos foram tão desrespeitados em nossa cidade na passagem do governo
interino?
É curioso observar que, na troca das administrações, em vez
de uma transição civilizada visando o bem da cidade observo uma constante
depredação do patrimônio público – que é para servir ao povo...
Até quando isto irá acontecer? Será que ninguém percebe que
agindo assim estaremos nos distanciando cada vez mais do progresso?
Não estou preocupado em encontrar culpados ou puni-los, pois
se a justiça dos homens não o fizer, a justiça divina se encarregará disso.
Estou preocupado sim em procurar as causas desses problemas e encontrar as
soluções.
Em suma, sem boas lideranças políticas e sem participação
popular, dificilmente conseguiremos um progresso que assegurará a preservação
dos bens públicos municipais.
Encerro esse artigo através de uma citação de Martin Luther
King - líder negro e prêmio Nobel da paz: “O que mais preocupa não é o grito
dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que
mais preocupa é o silêncio dos bons”. Acredito que as pessoas de bem são
maioria, pena que sempre ficam em silêncio deixando que as “outras” ocupem
espaços que deveriam ser delas.
2682/11-J

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