Empresas precisam
ficar atentas ao novo prazo de adesão ao Simples Nacional e à escolha sobre o
recolhimento do IBS e da CBS, que passam a integrar as regras da Reforma
Tributária.
Empresários de todo o país precisam ficar atentos a uma importante mudança trazida pela Reforma Tributária. Pela primeira vez, o prazo para adesão ao Simples Nacional e para a definição da forma de recolhimento dos novos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) ocorre durante o mês de setembro do ano anterior ao da vigência da opção.
A mudança altera uma tradição de anos, já que anteriormente as decisões relacionadas ao Simples Nacional eram tomadas em janeiro. Agora, as escolhas feitas até 30 de setembro de 2026 terão efeitos a partir de janeiro de 2027.
Segundo o contador e especialista em Reforma Tributária, Rodrigo Lucena, a novidade exige planejamento e atenção por parte dos empresários.
“A Reforma Tributária trouxe uma nova realidade para as empresas do Simples Nacional. Além da antecipação do prazo de adesão, o empresário passa a ter uma escolha importante relacionada ao IBS e à CBS, o que exige análise e planejamento”, explica.
O que muda para as empresas
A principal novidade está na possibilidade de a empresa permanecer no Simples Nacional e, ao mesmo tempo, optar pelo recolhimento do IBS e da CBS fora da guia única do regime.
Na prática, isso significa que o empresário precisará avaliar qual modelo é mais vantajoso para sua operação, considerando fatores como perfil dos clientes, cadeia de fornecedores, aproveitamento de créditos tributários e estratégia de crescimento.
De acordo com Rodrigo Lucena, não existe uma resposta única para todas as empresas.
“Cada negócio possui características próprias. O modelo mais vantajoso para uma empresa pode não ser o melhor para outra. Por isso, a decisão deve ser tomada com base em uma análise individualizada”, destaca.
Planejamento será fundamental
Para o especialista, a mudança reforça a importância do planejamento tributário mesmo para micro e pequenas empresas.
“Estamos diante de uma transformação histórica do sistema tributário brasileiro. O empresário não deve tomar essa decisão apenas com base em alíquotas ou informações genéricas. É fundamental buscar orientação profissional para entender os impactos reais para o seu negócio”, alerta.
A expectativa é que o tema ganhe ainda mais relevância nos próximos meses, à medida que as empresas se adaptam às novas regras da Reforma Tributária. Considerada uma das maiores mudanças no sistema tributário brasileiro das últimas décadas, a reforma traz impactos que vão muito além da criação de novos tributos.
Alterações em prazos, formas de recolhimento, aproveitamento de créditos e obrigações acessórias exigirão dos empresários mais planejamento e atenção. Nesse cenário, estar informado e contar com orientação especializada será fundamental para tomar decisões seguras e conduzir a empresa com mais tranquilidade durante o período de transição para o novo modelo tributário.
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