4% dos brasileiros
afirmam que falta dinheiro no fim do mês, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg
realizada entre os dias 17 e 22 de setembro. O levantamento ouviu 5.015 adultos
em todo o país.
De acordo com os dados, 19,6% dos entrevistados disseram que os recursos foram insuficientes na maioria dos meses nos últimos 12 meses. Outros 13,9% relataram ter enfrentado falta de dinheiro em alguns meses. A situação mais citada foi conseguir pagar todas as despesas, mas terminar o mês sem nenhuma sobra, realidade apontada por 30,4% dos participantes.
Por outro lado, 36% afirmaram ter conseguido guardar dinheiro em algum momento do período analisado. Desse grupo, 19,7% economizaram em alguns meses, enquanto 16,3% disseram conseguir guardar recursos regularmente.
Comparação com abril
Na comparação com a pesquisa realizada em abril, aumentou a parcela de brasileiros que afirmou ter conseguido economizar. O percentual passou de 31,5% para 36%. Ao mesmo tempo, a proporção dos que relataram falta de dinheiro caiu de 40,2% para cerca de 34%. Também cresceu o grupo que conseguiu pagar as despesas, mas terminou o mês sem sobra. Em abril, esse percentual era de 28,1% e passou para aproximadamente 30% em setembro.
Diferença por faixa de renda
A pesquisa mostra diferenças na situação financeira conforme a renda familiar. Entre os entrevistados com renda de até R$ 2 mil, 42,6% disseram que faltou dinheiro na maioria dos meses. Outros 17,5% enfrentaram falta de recursos em alguns meses.
Somadas, as duas respostas representam 60,1% dos entrevistados dessa faixa de renda. Nesse mesmo grupo, 25,9% afirmaram que conseguiram pagar todas as despesas, mas sem deixar sobra. Outros 14% conseguiram guardar dinheiro, sendo 6,8% em alguns meses e 7,2% regularmente.
Entre os entrevistados com renda familiar acima de R$ 10 mil, 59,3% disseram ter conseguido guardar recursos. Desse total, 26,9% economizaram em alguns meses e 32,4% afirmaram guardar dinheiro regularmente. Outros 26,1% conseguiram pagar as despesas sem sobra, enquanto 14,7% relataram falta de dinheiro em algum momento.
Alimentos são principal impacto no orçamento
Ao serem questionados sobre o que mais tem afetado negativamente a situação financeira da família, 44,2% apontaram o aumento do preço dos alimentos. Os entrevistados poderiam escolher até duas alternativas. Em seguida, aparecem o aumento das contas básicas, como luz, água, gás e internet, citado por 32,1%. As dívidas acumuladas e os juros altos foram mencionados por 25% dos participantes, enquanto 23,9% apontaram os impostos.
Outros fatores citados foram:
11,1%: gastos com saúde;
9,5%: aumento do custo
de transporte ou combustível;
5,5%: alta no preço
dos serviços;
5,3%: falta de
emprego;
4,3%: gastos com
educação;
3,9%: aumento do
aluguel ou condomínio.
Metodologia
A pesquisa
Atlas/Bloomberg ouviu 5.015 adultos em todo o Brasil entre 17 e 22 de setembro.
O levantamento possui margem de erro de um ponto percentual e nível de
confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) sob o número BR-04739/2026.
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