As Mortes Violentas
Intencionais (MVI) constituem o principal indicador utilizado pelo Anuário
Brasileiro de Segurança Pública para medir a violência letal. O índice reúne os
casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes
decorrentes de intervenção policial, permitindo acompanhar a evolução da
violência nos estados brasileiros e subsidiar o planejamento das políticas
públicas.
No Maranhão, os dados do Anuário mostram uma mudança importante de comportamento. Após o aumento de 12,1% registrado em 2024, o estado voltou a apresentar redução das Mortes Violentas Intencionais em 2025, com queda de 2,2%, interrompendo a trajetória de crescimento observada no ano anterior.
Para a Secretaria de Estado da Segurança Pública, a reversão da curva demonstra que o aumento registrado em 2024 não se consolidou como tendência e que as medidas adotadas ao longo do último ano começaram a produzir resultados mensuráveis nos indicadores da violência letal.
Outro dado apresentado pelo Anuário merece atenção especial. O levantamento aponta que o Maranhão possui um município entre as 50 cidades brasileiras com maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais. A SSP destaca que esse resultado é acompanhado de forma permanente e integra o planejamento operacional das forças de segurança, com ações direcionadas aos territórios que concentram maior incidência de violência.
É importante esclarecer, entretanto, que o ranking utiliza como referência a taxa de Mortes Violentas Intencionais por 100 mil habitantes, metodologia adotada internacionalmente para comparar cidades de diferentes portes populacionais. Dessa forma, a classificação não representa o volume absoluto de crimes registrados, mas a incidência proporcional da violência em relação ao tamanho da população. Esse critério permite identificar municípios onde o impacto da violência é mais intenso proporcionalmente e orientar a destinação de recursos, efetivo e operações.
A resposta do Estado tem sido baseada justamente nessa leitura técnica dos indicadores. A partir da análise permanente dos dados produzidos pela Unidade de Estatística e Análise Criminal (UEAC), a SSP intensificou o emprego da inteligência policial, ampliou operações integradas, fortaleceu o cumprimento de mandados judiciais, direcionou o policiamento para áreas de maior vulnerabilidade e reforçou a atuação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Civil, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA) e demais instituições do sistema de segurança pública.
Os investimentos também alcançaram áreas estruturantes da segurança pública, com ampliação do videomonitoramento, modernização tecnológica, renovação da frota, fortalecimento da perícia criminal, realização de concursos públicos para recomposição do efetivo e valorização dos profissionais.
"Os indicadores do Anuário são fundamentais para o planejamento da segurança pública. Eles mostram onde avançamos, mas também revelam onde precisamos concentrar ainda mais esforços. Quando um território apresenta maior incidência proporcional da violência, nossa resposta é ampliar a presença do Estado, reforçar as operações, investir em inteligência e direcionar recursos para enfrentar aquela realidade. É assim que transformamos dados em decisões e decisões em resultados concretos para a população.", afirma a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade.
Novo panorama
Os indicadores consolidados pela SSP no primeiro semestre de 2026 demonstram que essa estratégia já produz reflexos positivos. A redução expressiva dos feminicídios e a queda simultânea dos principais crimes contra o patrimônio reforçam a tendência de redução da violência apontada pelo Anuário e indicam que o estado avança na consolidação de uma política pública baseada em planejamento, integração institucional e decisões orientadas por evidências.



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