Investigação
reuniu provas técnicas, inteligência policial e diligências de campo para
esclarecer a dinâmica do crime e individualizar a conduta dos investigados.
A operação integrada das forças de segurança pública do Maranhão resultou na prisão de 15 pessoas e na morte de oito suspeitos em confrontos policiais. O balanço da ação, deflagrada após o duplo homicídio que vitimou Samira Costa Correia, que estava grávida, e seu filho Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, foi apresentado nesta quarta-feira (22) em entrevista coletiva na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), na capital.
O crime ocorreu na zona rural de São João Batista, município localizado na Baixada Maranhense, no último dia 11 de julho. Segundo as investigações, o alvo inicial do ataque era Josef Abreu Santos, companheiro de Samira, que conseguiu fugir do local ao perceber a aproximação dos criminosos. Ao todo, a polícia identificou mais de 20 envolvidos na ação bárbara.
Resposta rápida e integração das polícias
Durante a coletiva, a secretária de Segurança Pública do Estado, coronel Augusta Andrade, enfatizou que a resposta rápida do Estado foi viabilizada pelo trabalho conjunto entre as instituições.
"Desde o registro da ocorrência, todas as instituições foram mobilizadas para uma atuação coordenada. O resultado demonstra a capacidade operacional das nossas forças, que atuaram de forma integrada para identificar os envolvidos, reunir provas e promover a responsabilização criminal dos autores", afirmou a secretária, ressaltando que a investigação continua até que todas as medidas legais sejam concluídas.
O coordenador de Operações da SSP, delegado Ederson Martins, explicou que o inquérito policial está em estágio avançado. De acordo com ele, a dinâmica do crime e a conduta de cada participante foram elucidadas “com base em inteligência policial, diligências ininterruptas, oitivas e produção de provas técnicas. Hoje temos um conjunto probatório consistente que permite atribuir a participação de cada investigado na ação criminosa", contou.
Confrontos e cerco tático
A operação mobilizou unidades especializadas da Polícia Militar, entre elas o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), a Companhia de Operações e Sobrevivência em Área Rural (COSAR), a Diretoria de Inteligência e Assuntos Estratégicos (DIAE), o Grupo de Operações Especiais (GOE), equipes da Força Tática, o Batalhão de Cães, o Centro Tático Aéreo (CTA) e o Centro Integrado de Inteligência da Segurança Pública. Pela Polícia Civil, participaram equipes da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), das delegacias regionais de Viana e de São João Batista e o Centro de Inteligência da Polícia Civil (CIPC), além do Centro Integrado de Inteligência da Segurança Pública (CISP) e da da Perícia Oficial.
O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Wallace Amorim, destacou a mobilização de efetivos especializados e o emprego de diferentes unidades durante as buscas.
"Foi montada uma operação contínua, com equipes atuando simultaneamente em áreas urbanas e rurais, empregando inteligência, patrulhamento tático, apoio aéreo e unidades especializadas. Os confrontos registrados ocorreram durante o cumprimento das diligências na região e na capital, quando investigados reagiram à intervenção policial, exigindo a resposta proporcional das equipes", informa.
O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, ressaltou que o trabalho investigativo priorizou a produção de provas capazes de sustentar a responsabilização criminal de cada envolvido.
"Não trabalhamos apenas com a identificação dos autores. Foi necessário individualizar a conduta de cada investigado, estabelecer o vínculo de participação e produzir um conjunto probatório robusto. Esse trabalho permitirá que o inquérito seja encaminhado ao Poder Judiciário com segurança técnica e jurídica para que todos respondam por suas participações", afirma.
Perícia técnica e exames laboratoriais
A atuação da Perícia Oficial também foi destacada durante a coletiva. A perita-geral do Estado, Anne Kelly Veiga, explicou que as equipes periciais foram deslocadas logo após o crime para preservar os vestígios e iniciar os exames técnicos indispensáveis à investigação.
"O Instituto de Genética Forense concluiu a identificação das vítimas, permitindo a liberação dos corpos aos familiares algumas horas após o ocorrido. Os demais exames periciais estão em fase final e deverão ser concluídos nos próximos dias. Esses laudos serão fundamentais para esclarecer a dinâmica da ocorrência, inclusive se as vítimas já estavam em óbito quando o imóvel foi incendiado, e passarão a integrar o conjunto probatório do inquérito policial", concluiu.
Balanço da operação
A Operação Integrada resultou na prisão de 15 investigados:
Gabriel Vieira
Trindade, vulgo "Miau";
Gilmarlisson
Santos Duarte, vulgo "Pelado" ou "Gil";
Joseandro
Santos Pereira, vulgo "Andinho";
Luan dos Anjos
Santos, vulgo "Balotelli";
Rhuan Carlos
Campos Silva, vulgo "Ruan";
Paulo Ricardo
Serra Lindoso, vulgo "Gordo";
Erinaldo Santos
Pereira, vulgo "Garoto";
Thadeu Vinicius
Aguiar dos Santos, vulgo "Tadeu";
Victor Gabriel
Costa Cardoso, vulgo "Vitinho";
Anderson Mendes
Cutrim, vulgo "Nandinho";
Mateus Costa
Pinheiro, vulgo "Mateus";
Isaac Jorge
Aroucha Mendonça;
Fábio José
Abreu Santos;
Roberval
Oliveira Almeida, vulgo "Gago";
João Victor
Santos Pinheiro, vulgo "Vitor Preto" ou "VT Louco".
Morreram em
confrontos com equipes policiais:
Joelson Braga
Araújo, vulgo "Macaco";
David João
Gaspar Penha, vulgo "Mucurão";
João Henrique
Lindoso Silva, vulgo "João Preto";
Daniel Braga
Araújo, vulgo "Jogador 22" ou "Bonitão";
Roberdan
Fonseca Gomes;
Cleiton dos
Santos Pereira;
Gledeilson
Lindoso Costa, vulgo "Putchu";
Tauan Alves
Barros.




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