Nova cobrança de 12,5%
foi anunciada pelo governo norte-americano e será somada à tarifa de 25% que já
incidia sobre exportações do Brasil.
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Segundo o governo norte-americano, a medida foi adotada com o argumento de que o Brasil não combate de forma adequada práticas relacionadas ao trabalho forçado em suas cadeias produtivas.
A nova cobrança entra em vigor nesta sexta-feira (24) e faz parte de uma investigação comercial que também alcançou outros países. No caso do Brasil, a tarifa de 12,5% será somada à sobretaxa de 25% que passou a valer no último dia 22, após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Com isso, a tarifa adicional aplicada sobre produtos brasileiros passa a totalizar 37,5%.
Governo dos EUA cita trabalho forçado
De acordo com o governo norte-americano, a decisão considera que o Brasil importa produtos provenientes de países acusados de utilizar trabalho forçado, o que, na avaliação dos Estados Unidos, reduziria os custos de produção e criaria uma concorrência considerada desleal para a indústria americana.
A investigação menciona cinco grupos de produtos relacionados ao Brasil entre os anos de 2021 e 2025:
alumínio;
algodão;
eletrônicos;
baterias de lítio;
tabaco.
Medida também atinge
outros países
Além do Brasil, outros
53 países também foram atingidos pela tarifa adicional de 12,5%.
Já Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão receberam uma sobretaxa menor, fixada em 10%, conforme anunciado pelas autoridades norte-americanas.
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