Reajuste de 18% no QAV
pressiona custos das companhias aéreas em meio a tensões internacionais
A Petrobras anunciou um aumento de 18% no preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, com início na última sexta-feira (1º). O reajuste representa cerca de R$ 1 a mais por litro em relação ao valor anterior.
Segundo a estatal, a alta ocorre em um cenário considerado excepcional, influenciado por fatores geopolíticos. A intensificação de conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio, tem impactado diretamente o mercado internacional de combustíveis, pressionando os preços.
Esse aumento no custo do QAV tende a refletir diretamente no bolso do consumidor. Nos últimos dias, passagens aéreas em rotas como Salvador–São Paulo, que antes podiam ser encontradas por cerca de R$ 600, já apresentam valores próximos de R$ 1 mil, acompanhando a elevação dos custos operacionais das companhias aéreas.
Diante do cenário, o governo federal adotou medidas para tentar conter os impactos econômicos. Entre elas, está a redução de tributos sobre combustíveis, como a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e o biodiesel, além do aumento de impostos sobre o cigarro como forma de compensação fiscal.
Também foram anunciadas mudanças na composição dos combustíveis, incluindo o aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% e do biodiesel no diesel para 16%, estratégias que buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis e amenizar a pressão sobre os preços.
Especialistas avaliam que, enquanto persistirem as tensões internacionais, os custos no setor aéreo devem continuar elevados, impactando diretamente o valor das passagens e o planejamento de viagens dos brasileiros.
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