A taxa de desemprego
do Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, após
marcar 5,2% nos três meses encerrados em novembro, período que serve de base de
comparação. Esses são os números mais baixos da série histórica comparável. Os
dados fazem parte da Pnad-Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua) e foram divulgados nesta sexta (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística). O levantamento inclui tanto o mercado de trabalho
formal quanto o informal.
A mediana das projeções do mercado financeiro também era uma taxa de 5,7%, segundo a agência Bloomberg. Até a divulgação desta sexta, a menor taxa de desemprego registrada em todos os trimestres da série histórica havia sido de 5,1%, nos três meses encerrados em dezembro de 2025. O IBGE, contudo, evita a comparação direta entre trimestres consecutivos que compartilham meses em comum. "Influenciada por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção, comum no início do ano, a taxa de desocupação voltou a crescer", disse o instituto.
No trimestre até fevereiro, o instituto encontrou 6,2 milhões de pessoas de 14 anos ou mais em busca de trabalho, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro. Na série da Pnad, iniciada em 2012, o maior contingente de desocupados foi registrado no trimestre até março de 2021, na pandemia de Covid-19. À época, o indicador chegou a quase 15 milhões.
Os indicadores de subutilização da força de trabalho também pioraram A taxa cresceu de 13,5%, no trimestre encerrado em novembro de 2025, para 14,1% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, quando se soma pessoas procurando trabalho, trabalhando menos do que gostariam ou que não estão procurando emprego, mas possuem disponibilidade.
POPULAÇÃO OCUPADA
Já o número de ocupados com algum trabalho alcançou 102,1 milhões. Houve queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) no trimestre e aumento de 1,5% frente ao mesmo período do ano passado. A taxa de informalidade foi de 37,5%, ante 37,7% no trimestre encerrado em novembro e 38,1% um ano antes.
RENDA MÉDIA
No trimestre até fevereiro, o rendimento médio
do trabalho alcançou R$ 3.679 por mês, aumento de 2% no trimestre e 5,2% no
ano. Esse é o maior valor da série em termos reais (com ajuste pela inflação).
TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE DESEMPREGO
O que é desemprego?
Segundo o IBGE, o desemprego se refere às
pessoas de 14 anos ou mais que não estão trabalhando, mas que estão disponíveis
e tentam encontrar trabalho. Para alguém ser considerado desempregado, não
basta não possuir um emprego. É preciso que essa pessoa também procure
oportunidades.
Como funciona a Pnad Contínua?
É o principal instrumento para monitorar a força de trabalho do país. Conforme o IBGE, sua amostra corresponde a 211 mil domicílios, em todos os estados e no DF, que são visitados a cada trimestre. Cerca de 2.000 entrevistadores trabalham na coleta da pesquisa.
Como é medida a taxa de desemprego?
É o percentual da força de trabalho formado pelas pessoas que estão desempregadas.
A força de trabalho é composta pelos desempregados e pelos ocupados. Os ocupados, por sua vez, são aqueles que estão trabalhando de modo formal ou informal —ou seja, com ou sem carteira ou CNPJ.
O que explica o desemprego baixo?
Segundo economistas, ele se explica principalmente por um mercado de trabalho aquecido, reflexo de contratações nos setores privado e público. Mudanças demográficas e tecnológicas também contribuem para uma taxa baixa.
Isso é uma boa notícia?
O desemprego baixo indica um cenário positivo para os trabalhadores.
Que efeito o desemprego baixo pode ter na economia?
Com mais pessoas trabalhando, o consumo tende a crescer, já que a população tem mais renda disponível. Por outro lado, isso pode pressionar a inflação, já que aumenta a demanda por bens e serviços. Assim, o BC (Banco Central) levou a taxa básica de juros para 15% ao ano. A medida busca esfriar o consumo para conter a alta dos preços.
Por Eduardo Cucolo |
Folhapress
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