O Banco Central (BC)
anunciou nesta segunda-feira (24) que prevê que o volume de crédito bancário
crescerá 7,7% em 2023. A projeção teve uma ligeira alta diante da previsão
anterior de 7,6%, divulgada em março deste ano, e continua indicando um processo
de desaceleração do crédito, “compatível com o ciclo de aperto monetário” de
alta na taxa Selic, os juros básicos da economia.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado, o maior nível desde janeiro de 2017, apesar da queda da inflação e das pressões de parte do governo para redução dos juros básicos.
A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida. Os efeitos do aperto monetário são sentidos no encarecimento do crédito e na desaceleração da economia.
De acordo com o Relatório de Inflação, publicação trimestral do BC, a nova estimativa incorpora os novos dados do mercado de crédito e a revisão do cenário macroeconômico futuro. O banco ainda informou que os dados do mercado de créditos divulgados desde o relatório anterior mostram evolução do saldo dos empréstimos às famílias acima do esperado, principalmente no segmento direcionado, enquanto os financiamentos às empresas recuaram de forma mais intensa, destacando-se o segmento livre.

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