Após puxar a inflação
de maio, os planos de saúde terão reajuste em junho. A ANS (Agência Nacional de
Saúde Suplementar) vai definir nesta segunda-feira (12), em reunião da
diretoria colegiada, o índice máximo de aumento anual para contrato individual
ou familiar. A estimativa é de reajuste entre 10% e 12%, segundo a projeção da
Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), com base na metodologia de
aumento adotada pela ANS e em cálculo de consultorias.
A medida vai afetar 8,9 milhões de beneficiários de planos individuais e familiares, o que representa 17,6% do total de consumidores de planos de assistência médica no Brasil. O setor atingiu um total de 50.573.160 usuários em abril deste ano, o maior número desde novembro de 2014. O aumento vai valer para contratados a partir de janeiro de 1999, e poderá ser aplicado pela operadora a partir da data de aniversário do contrato, ou seja, no mês da contratação do plano
Enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país, foi de 0,23% em maio, o maior impacto e a maior variação vieram do grupo Saúde e cuidados pessoais, com 0,93%. O destaque foi o plano de saúde, que registrou alta de 1,20% no mês. Nos últimos 12 meses, o acumulado dos convênios chega a 17,48%, enquanto a inflação geral acumula 3,94%.

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