O presidente da República, Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), assinou uma série de atos neste domingo (1º), primeiro dia do
mandato dele. Entre as medidas estão a prorrogação da isenção fiscal de
impostos federais sobre combustíveis, a continuidade do pagamento de R$ 600 do
Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família, e a revogação de normas
que ampliaram o acesso a armas de fogo.
A desoneração de impostos federais sobre
combustíveis será prorrogada por 60 dias. A medida tinha sido estabelecida pela
gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019 e teve validade até o fim
de 2022. Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegaram a dizer no ano
passado que não dariam continuidade à estratégia, mas recuaram.
O ato assinado neste domingo prevê que as
alíquotas de Cide-combustíveis, PIS/Pasep e Cofins não vão incidir sobre
combustíveis como gasolina e etanol pelos próximos dois meses.
Lula assinou também uma medida provisória que
permite o pagamento de R$ 600 para todas as mais de 21 milhões de famílias
beneficiárias do Auxílio Brasil. A norma não garante a transferência adicional
de R$ 150 por criança de até 6 anos das famílias beneficiárias, como prometeu o
presidente no ano passado.
Outro ato assinado por Lula determina que os
ministros dele encaminhem propostas para retirar do processo de privatização
empresas públicas como Petrobras, Correios e a Empresa Brasil de Comunicação
(EBC), entre outras.
Novo decreto também suspende autorizações para
novos clubes de tiro
O chefe do Executivo assinou decreto que dá
início ao processo de reestruturação da política de controle de armas no país.
O objetivo do ato, segundo o governo, é ampliar a segurança da população
brasileira com a redução do acesso às armas e munições e a suspensão do
registro de novas armas de uso restrito de Caçadores, Atiradores e
Colecionadores (CACs). O decreto também suspende as autorizações de novos clubes
de tiro até a edição de nova regulamentação.
Lula ainda assinou um despacho para determinar
à Controladoria-Geral da União (CGU) a reavaliação, no prazo de 30 dias, de
decisões assinadas por Bolsonaro que impuseram sigilo de 100 anos sobre
documentos e informações da Administração Pública.
R7

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