“Manteremos nosso caráter democrático com
poderes equilibrados e harmônicos”.
O presidente da República em exercício,
Hamílton Mourão, disse neste sábado (31), em pronunciamento em cadeia de rádio
e de TV, que o Brasil mudará de governo, mas não de regime. “Manteremos nosso
caráter democrático com poderes equilibrados e harmônicos”.
Dirigindo-se aos eleitores do presidente Jair
Bolsonaro afirmou: “tranquilizemo-nos, retornemos à normalidade da vida, aos
nosso afazeres e ao concerto de nossos lares, com fé e com a certeza de que
nossos representantes eleitos farão dura oposição ao governo sem fazer oposição
ao Brasil”.
Criticou o que chamou de representantes dos
Três Poderes da República “pouco identificados com o desafio da promoção do bem
comum”. Segundo ele, as lideranças deveriam tranquilizar e unir a nação em
torno de um projeto de país, mas “deixaram com que o silêncio criasse um clima
de caos e de desagregação social e de forma irresponsável deixaram que as
Forças Armadas de todos os brasileiros pagassem a conta”, criticou.
No pronunciamento de despedida à nação, Mourão
destacou que os acontecimentos econômicos, políticos e sociais vão seguir
impactando na vida dos brasileiros nos próximos anos. “Tornando a caminhada
ainda mais desafiadora”, disse.
O presidente em exercício lembrou, mais uma
vez, dos impactos que a pandemia da covid-19 e a guerra entre Rússia e Ucrânia
causaram à economia mundial.
Ainda sobre a pandemia da covid-19, afirmou que
o governo que se despede apoiou governos estaduais e municipais “com recursos,
médicos e medicamentos independentemente da posição política ou ideológica do
chefe do Executivo”.
Destacou as entregas do governo na economia,
digitalização da gestão pública, regulamentação da tecnologia da informação,
privatização de estatais, liberalização da economia e uma “eficaz e silenciosa
reforma administrativa”, lembrou.
Disse que seu governo entrega um país “livre de
práticas sistemáticas de corrupção, em ascensão econômica e com as contas
públicas equilibradas”. Ressaltou que o país pleiteia a entrada na Organização
para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCED). Oportunidade de mercado
e de novas parcerias.

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