O ex-mandatário ainda
comparou o presidente Jair Bolsonaro (PL), a líderes totalitários ou de extrema-direta.
O ex-presidente José
Sarney (MDB) declarou voto ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no
segundo turno. O ex-mandatário ainda comparou o presidente Jair Bolsonaro (PL),
a líderes totalitários ou de extrema-direta.
Em carta aberta,
Sarney criticou o chamado orçamento secreto. “O atual contrato ‘secreto’ entre
o Executivo e o Legislativo, fixado em valores agigantados diante dos parcos
recursos do Orçamento da República, é campo privilegiado para os interesses
escusos. A minoria, esmagada de uma forma que não se via desde o princípio do
Império —lembro que nos períodos de exceção não há maioria ou minoria—, tem
como única defesa apelar para que o Judiciário faça o que não é sua função e
interfira O atual contrato ‘secreto’ entre o Executivo e o Legislativo, fixado
em valores agigantados diante dos parcos recursos do Orçamento da República, é
campo privilegiado para os interesses escusos.
A minoria, esmagada de
uma forma que não se via desde o princípio do Império —lembro que nos períodos
de exceção não há maioria ou minoria—, tem como única defesa apelar para que o
Judiciário faça o que não é sua função e interfira no funcionamento do
Congresso Nacional”, escreveu.
Leia carta aberta de
Sarney na íntegra:
“Quando, em janeiro de
1985, Tancredo Neves e eu fomos eleitos por um grande acordo da sociedade,
tínhamos muito claro um compromisso: a transição para a democracia. A partir da
eleição é que, no espaço cedido pela Fundação Getúlio Vargas, começou-se a
detalhar números e tarefas. Antes de janeiro a tarefa não apenas era impossível
por não dispormos dos dados reais sobre o funcionamento do governo, mas
sobretudo porque a dimensão do que se decidiria na eleição era política e
institucional, num nível superior de decisão: estava em jogo o Estado Democrático
de Direito, o futuro da Nação.
Estamos, neste
momento, numa situação que tem desafios semelhantes. Disfunções dos Poderes
aconteceram de tempos em tempos, mas raras vezes se viu o ataque sistemático do
Executivo contra o Judiciário. Ora, guardião da Constituição, o Supremo
Tribunal Federal se transformou, ao longo das gerações, no ponto de equilíbrio
do nosso sistema político.
O desacato de Floriano
Peixoto, nos primeiros dias da República; a intervenção de Getúlio Vargas,
acompanhando os Estados concentracionários europeus; o regime militar,
manipulando sua composição para controlá-lo, foram momentos breves, registros
inglórios de tempos sombrios. A partir da transição democrática, a Corte
Suprema consolidou-se como o mais importante símbolo do Estado brasileiro, por
caber-lhe sobretudo a defesa daquilo que nossa Constituição tem de melhor: a
garantia dos direitos — individuais, coletivos, difusos, sociais.
O atual contrato
“secreto” entre o Executivo e o Legislativo, fixado em valores agigantados
diante dos parcos recursos do Orçamento da República, é campo privilegiado para
os interesses escusos. A minoria, esmagada de uma forma que não se via desde o
princípio do Império — lembro que nos períodos de exceção não há maioria ou
minoria —, tem como única defesa apelar para que o Judiciário faça o que não é
sua função e interfira no funcionamento do Congresso Nacional.
Um aspecto tenebroso
dos movimentos políticos é sua globalização. Desde a Antiguidade as estruturas
das nações assumem formas paralelas. Um exemplo é a proximidade das figuras de
Trump, Orbán, Putin, Bolsonaro. Uma de de suas marcas é a proliferação das fake
news. Outras a xenofobia, o racismo, a divisão da sociedade. Assim se
hostiliza, agora, os nordestinos, os pobres, como se fossem brasileiros
inferiores. Isso atenta contra todos os princípios democráticos e até éticos. É
a guerra contra a democracia, o demos, o povo.
No próximo domingo, o
eleitor decidirá se vota pelo fim da democracia ou por sua restauração. Esse
voto não é para quatro anos de governo: é um voto para o destino do Brasil. O
voto em Bolsonaro é voto contra as instituições, que terá como consequência
anos de autocracia, um regime de força, construído na mentira sistemática e no
abuso do poder. O voto em Lula — que já tem seu lugar na História do Brasil
como quem levou o povo ao poder e como responsável por dois excelentes governos
— é voto pela democracia, pela volta ao regime de alternância de poder, pela
busca do Estado de Bem-Estar Social. A diferença é clara.
No mesmo espírito dos
que construíram em torno de Tancredo Neves a Aliança Democrática, reunindo um
amplo espectro de homens públicos, agora congregamos em torno do Presidente
Lula os homens de maior responsabilidade do País para formar uma nova união
pela democracia. É a esperança que nos convoca.”

Bom dia! Esse nababo dignitário do Maranhão, declarando voto no LULA Ladrão. Vamos lá: não tem novidade alguma, simplesmente mostra o caráter desse personagem, nefasto, que deixou o estado com os piores índices de desenvolvimento. Moral da história. " CANALHA " junto com a alma mais pura desse país. Em tempo: estado continuará sofrendo.
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