O coordenador-geral da Federação Única dos
Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirmou que, caso o presidente Jair
Bolsonaro (PL) “ouse pautar a privatização da Petrobras”, a categoria entrará
imediatamente em greve. O petroleiro frisou ainda que esta seria “a maior greve
da história da categoria”.
“Em vez de buscar um bode expiatório para enganar a população, fingindo preocupação, Bolsonaro deveria assumir o papel de mandatário e acabar com essa política de preços covarde, que vem levando o povo cada vez mais à miséria. Bolsonaro: você vai ver a maior greve da história da categoria petroleira caso ouse pautar a privatização da Petrobras”, defendeu o representante da categoria.
Em sua primeira fala como ministro, Sachsida defendeu que pautará sua gestão na prioridade de ações para privatização da estatal. “Meu primeiro ato como ministro será solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do Conselho do PPI, que leve ao conselho a inclusão da Petrobras no PND [Programa Nacional de Desestatização] para avaliar as alternativas para sua desestatização”, declarou.
Mesmo com as recentes sinalizações, a avaliação do Palácio do Planalto e do próprio setor é que a privatização não será fácil e que, além disso, há forte resistência do Congresso Nacional, em especial do Senado Federal, em deliberar sobre o tema neste momento.
Na última quinta-feira (12), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que a desestatização “não está no radar”. O senador ainda reconheceu a importância da Petrobras como ativo nacional. “Temos que reconhecer que estatal é ativo nacional, é uma empresa bem-sucedida que precisa ser valorizada”, disse.

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