Enquanto o país se indigna com os R$ 5,7
bilhões destinados ao Fundo Eleitoral de 2022, que será vetado, os
parlamentares pedem encarecidamente ao presidente Jair Bolsonaro que, para
compensar, deixe “passar a boiada” das emendas de relator, as chamadas RP9, que
não têm o mesmo controle das emendas individuais a que cada deputado ou senador
tem direito.
As RP9, cujos valores serão definidos quando da análise do Orçamento de 2022, permitirão o envio de recursos diretos para obras nas bases eleitorais dos amigos do rei. Foram mantidas na LDO graças a um acordo entre os partidos. Os ministros torcem pelo veto a esses pedidos, que consomem os parcos recursos disponíveis para investimentos, em especial obras em andamento.
No ano eleitoral, a distribuição caberá ao relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), em comum acordo com a cúpula da Câmara dos Deputados e a base do Senado. As maiores bancadas aliadas ao governo terão acesso a uma parcela maior dos recursos. Este ano, o relator Márcio Bittar (MDB-AC) distribuiu R$ 16,5 bilhões, depois de uma queda de braço que resultou no cancelamento de R$ 10 bilhões. Agora, com a eleição em cena, o céu é o limite.
(Denise Rothenburg)

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