A OCDE divulgou esta semana um
relatório que mostra que o Brasil está acima da média de 36 países quando o assunto
é a redução de vida em decorrência do sobrepeso. Ele aparece como o quinto país
onde a obesidade mais afeta a qualidade de vida. Aqui, a obesidade reduz a
expectativa de vida da população em pouco mais de 3 anos.
Os dados mais recentes do
Ministério da Saúde mostram que mais da metade da população brasileira está
acima do peso. De acordo com Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e
Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018,
55,7% dos entrevistados estão com excesso de peso. Um aumento de 30,8% desde
2006, quando o Ministério começou a realizar a pesquisa. Naquele ano, 42,6% dos
brasileiros estavam acima do peso.
A obesidade é caracterizada pelo
acúmulo excessivo de gordura corporal. Entretanto, os fatores que causam a
doença podem ser múltiplos: nutrição, fisiologia, genética e questões
psiquiátricas e psicológicas, comportamentais e ambientais.
Essa condição física é um fator
de risco para outras muitas doenças, favorecendo hipertensão arterial, doenças
cardiovasculares, problemas vasculares variados, osteoartrite, apneia do sono,
problemas respiratórios, diabete Melittus tipo 2 e até mesmo o câncer.
A repetição de refeições com
pouca variedade nutricional é um dos principais fatores para o excesso de peso
na população atual, que foi detectado, principalmente, entre pessoas com 55 e
64 anos com menos escolaridade.
Se as pessoas puderem reduzir sua
ingestão de calorias em 20%, segundo a OCDE, mais de 1 milhão de doenças
crônicas relacionadas à obesidade seriam evitadas por ano. Em especial, os
problemas cardíacos.

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