A tentativa de criar limites à
decisão que ameaça condenações da Lava-Jato vai encontrar obstáculos no
plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Nem todos os ministros estão
dispostos a aprovar uma regra alternativa para tentar preservar a operação, como
vai propor na próxima quarta-feira o presidente da Corte, Dias Toffoli.
O mais antigo ministro do
tribunal, Celso de Mello, alertou na última quinta-feira: para “modular” uma
decisão — ou seja, para fixar parâmetros para aplicar uma regra — são necessários
oito dos 11 votos que formam o plenário.
Mesmo diante da dificuldade,
Toffoli deve apresentar como sugestão ao menos dois requisitos para o réu ter a
condenação anulada: que ele tenha recorrido da ordem das alegações finais ainda
na primeira instância e que a defesa comprove que ficou prejudicada com a
abertura conjunta de prazo. Seria uma forma de criar um filtro e anular apenas
parte das condenações da Lava-Jato, sem comprometer a operação toda.
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