A Prefeitura de Açailândia,
através do Programa Saúde na Escola da Secretaria de Saúde e Educação, em
parceria com a Secretaria de Assistência Social, reuniu na manhã desta
segunda-feira,1º. de julho, no auditório da SEMED, profissionais da saúde,
psicólogos, conselheiros tutelares e coordenadores dos CREAS e CRAS, para
juntos discutirem e planejarem ações e palestras a serem desenvolvidas nas
escolas da rede municipal para combater e evitar o suicídio entre jovens em
Açailândia. A Intervenção Sócio
Emocional é uma ação da Secretaria Municipal de Educação, através do Programa
Saúde na Escola-PSE e tem como objetivo elaborar propostas de intervenção para
garantir melhor assistência aos alunos do sexto ao nono ano que estejam em
situação de vulnerabilidade quanto às drogas, depressão, ideação suicida e à
violência. De acordo com Valéria Aquino,
coordenadora do Programa Saúde na Escola – PSE da SEMED, será um trabalho
realizado em rede no período de julho a dezembro deste ano em todas as escolas
da rede municipal e vai contar com a participação direta de profissionais
Psicólogos, Assistente Social, Terapeuta Ocupacional, Educadores, Enfermeiros,
além de Assistentes Sociais da SEMAS. “ Esta ação será voltada para alunos já
pré-avaliados e devidamente autorizados pelos responsáveis para participarem,
que apresentam vulnerabilidade nos aspectos de depressão, pensamento suicida,
mutilação, violência sexual, usuário ou vulnerável às drogas” explicou Valéria
Aquino. A coordenadora do PSE,
Hyandra Gomes de Ameida, lotada na
Secretaria Municipal de Saúde, ressalta que este primeiro encontro técnico com
profissionais da Saúde, Educação, Assistência Social e outros interessados da área
médica de psicologia, serve para traçar estratégias de prevenção ao dano à
vida, pensando no índice de suicídios que ocorreram em Açailândia nos dois
últimos anos. Segundo ela, acha muito válida a criação de um Comitê ou mesmo
uma campanha de articulação envolvendo profissionais que entendam do assunto,
informando à sociedade, lembrando a todos que a administração municipal não
está omissa à situação. As tentativas de suicídio ou sua prática efetiva
envolvem sempre uma grande dose de sofrimento, tensão, angústia e desespero.
Esta dor da alma pode ser real ou ser a consequência de uma crise de natureza
afetiva, de uma conturbação mental, como, por exemplo, a psicose no seu grau
mais agudo, ou de uma depressão com sintomas delirantes. Se estes estados alterados da mente vêm
acompanhados do consumo de drogas e de álcool, a ação é potencializada
significativamente, o que torna a atitude suicida praticamente inevitável. O
indivíduo pode ou não deixar uma explicação de seu ato para familiares e
amigos, através de uma nota ou de uma carta. A pessoas com pensamento suicida
aponta para a necessidade de buscar a morte como um refúgio para o sofrimento
que se torna insuportável. Esta ação voluntária e intencional parte do ponto de
vista que a morte significa o fim de tudo, um mergulho no nada, visão esta
acentuada pelo viés materialista que envolve a nossa civilização. O suicídio pode ser concretizado através de
atos mais agressivos - geralmente uma escolha masculina -, como tiros e
enforcamento, que conduzem quase sempre à morte; ou por ações mais amenas,
normalmente uma opção feminina, como o uso de remédios ou venenos, que nem
sempre conduzem a um desenlace fatal. Pode
haver também casos de prática suicida quando o sujeito deixa de prover certas
necessidades fisiológicas, um ato gradual, como se negar a ingerir o alimento.
FONTE - ASCOM—PMA – Por:
Antônio Maria.





Sem comentários:
Enviar um comentário
obrigado pela sua participação grato
por sua visita!...e fique a vontade para opinar.