A Câmara dos Deputados incluiu na
PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento impositivo, aprovada nesta
terça-feira (4) pela comissão especial, a obrigatoriedade do repasse de 30% dos
recursos do pré-sal para Estados e municípios e excluiu essa despesa da lei do
teto de gastos. O valor que havia sido acordado com a equipe econômica era de
20%. Com a alteração de percentual, sairão dos cofres da União cerca de R$ 10
bilhões, R$ 3,3 bilhões a mais do que previsto inicialmente. Sem esse arranjo,
não seria possível honrar o acordo fechado entre governo, Estados e municípios
na divisão de recursos pagos pela Petrobras, que abriu mão de sua exclusividade
nos blocos da cessão onerosa para que sejam leiloados pela União. Caso a PEC
seja aprovada no plenário, o presidente Jair Bolsonaro poderá autorizar os
repasses sem incorrer em crime de responsabilidade. A proposta deve ser votada
no plenário ainda nesta semana. O texto da PEC voltou à Câmara depois de ter
sido alterado pelo Senado. A regra obriga o pagamento de emendas apresentadas
pelas bancadas estaduais. Os senadores aprovaram um aumento escalonado do
percentual obrigatório das emendas coletivas (de ancada): 0,8% da RCL (Receita
Corrente Líquida) em 2020 e 1% no ano seguinte. A partir de 2022, o valor
alocado em emendas será corrigido pela inflação.
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