“Segundo um levantamento do
Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) realizado
com estudantes de escolas públicas com idade entre 10 e 18 anos, mostrou que
65,2% dos entrevistados já experimentaram bebida alcoólica. Outros 5,9% fumaram
maconha e 15,5% usaram solventes, de acetona a lança-perfume”. A Prefeitura de
Açailândia, através da Secretaria Municipal de Educação, está realizando
palestras sobre prevenção ao álcool e drogas, violência sexual e dengue em
escolas da rede pública do município e tem como objetivo fazer o trabalho de
conscientização aos alunos crianças e adolescentes. A ação está acontecendo em
parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, através do PSE -Programa Saúde na
Escola, parceria do Conselho Tutelar, Ministério Público, CRAS, CREAS, SEMAS,
profissionais da rede pública, além de entidades que tratam de pessoas
dependentes-químicos. O Programa Saúde na Escola (PSE), visa à integração e
articulação permanente da educação e da saúde, proporcionando melhoria da
qualidade de vida da população brasileira. Tem como principal objetivo
contribuir para a formação integral dos estudantes por meio de ações de
promoção, prevenção e atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das
vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens
da rede pública de ensino. O público beneficiado do PSE são estudantes da
Educação Básica, gestores e profissionais de educação e saúde, comunidade e, de
forma mais amplificada, estudantes da Rede Federal de Educação e Tecnológica e
da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Alunos dos turnos matutino e vespertino
das escolas da rede municipal de ensino, participam de ações como: roda de
conversa, debates e palestras ministradas por profissionais da saúde,
assistentes sociais, advogados, com temáticas voltadas na prevenção do álcool e
drogas. De acordo com Valéria Aquino, coordenadora do Programa Saúde na Escola,
outras ações voltadas para o público escolar, discutem com profissionais a
problemática da depressão e suicídio. Segundo ela, ultimamente está surgindo grandes
incidências para este tipo de vulnerabilidade entre os jovens e que deve ser
combatido também. A aproximação dos jovens com álcool e drogas ocorre,
geralmente, no início da adolescência, quando eles ainda estão em ciclo
escolar. Por curiosidade, pela influência de conhecidos ou para se “destacar”
em um grupo, esses jovens iniciam o uso de entorpecentes muito cedo e, as
vezes, ao redor da própria escola. Segundo um levantamento do Centro Brasileiro
de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) realizado com estudantes de
escolas públicas com idade entre 10 e 18 anos, mostrou que 65,2% dos
entrevistados já experimentaram bebida alcoólica. Outros 5,9% fumaram maconha e
15,5% usaram solventes, de acetona a lança-perfume. “As drogas licitas e ilícitas
estão presentes no cotidiano dos jovens brasileiros, e a escola, por ser um
ambiente privilegiado para a reflexão e formação de valores éticos e morais,
tem, junto com os pais, um papel fundamental na prevenção ao uso de álcool e
drogas pelos estudantes”, ressalta e alerta Valéria Aquino. De acordo com a
Secretária de Educação Maysa Vira, nos encontros com os tutores ou orientadores
educacionais, é interessante promover uma discussão coletiva, refletindo sobre
questões sociais relacionadas à família, à vida profissional e aos amigos. “Ao
trabalhar a prevenção de forma primária, ou seja, evitando a experimentação, a
escola enfatiza aos jovens que eles são responsáveis por suas ações, por isso,
devem fazer escolhas saudáveis e conscientes, desenvolvendo o protagonismo e a
autonomia nos estudantes. O trabalho de prevenção deve ser contínuo e a escola
precisa ser um ponto de convergência de programas e projetos que visem a
promoção da saúde em toda a comunidade onde está inserida, disseminando a
educação e a conscientização dos perigos que o uso de álcool e drogas podem
ocasionar na vida de quem os utiliza, principalmente dos jovens, que têm um
futuro repleto de possibilidades”, finaliza Maysa Viera. Na mesma pauta de
discussão sobre álcool e drogas, alunos do 6º. ao 9º. Ano também recebem
palestras que abordam o conhecimento sobre o ciclo de vida do “Aedes Aegypti”,
mosquito transmissor da dengue. O projeto envolve profissionais da rede
municipal, principalmente enfermeiros, técnicos e equipe de ECD – Epidemiologia
e Controle de Doenças da Secretaria Municipal de Saúde.
FONTE ASCOM - PMA – Por: Antônio
Maria.










Sem comentários:
Enviar um comentário
obrigado pela sua participação grato
por sua visita!...e fique a vontade para opinar.