A Polícia Federal deflagrou nesta
terça-feira, 23/10, a Operação Nibelungo, com o objetivo de desarticular grupo
político que se beneficiava de fraudes na cobrança de royalties da exploração
mineral pertencente a municípios. Os policiais federais cumpriram cinco
mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. Um
dos principais alvos da investigação é o conselheiro do Tribunal de Contas dos
Municípios do Pará, Aloísio Augusto Lopes Chaves, o Lula Chaves, filho do
ex-governador Aloysio Chaves. Ele teria recebido propinas de R$ 2,6 milhões a
partir de "contrato fraudulento firmado entre o município de Parauapebas
(PA), e um dos escritórios de advocacia comandados pela quadrilha". O STJ
determinou o afastamento cautelar do conselheiro de suas funções junto ao
tribunal de contas, além do sequestro de seus bens e dos demais envolvidos até
o montante apurado pela Polícia Federal. Nibelungos é desdobramento da Operação
Timóteo, deflagrada em dezembro de 2016 com base em relatório da
Controladoria-Geral da União. Além do "núcleo político", responsável
pela contratação de escritórios de advocacia, os policiais identificaram a
presença de ao menos três outros grupos dentro da organização – o "núcleo
captador", formado por um diretor do Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM) e sua mulher, "que atuava na captação de prefeitos
interessados em ingressar no esquema"; o "núcleo operacional",
composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da
mulher do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos;
e, ainda, o "núcleo colaborador", que se responsabilizava por
auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro. O nome da operação é
referência à mitologia nórdica. Os nibelungos eram os senhores das riquezas
subterrâneas e de tal forma obcecados por se tornarem cada vez mais ricos, que
esse pensamento, insaciável e desmedido, os conduziu à perda de tudo e à
própria destruição. Não há um só Tribunal de Contas no País que esteja isento
de corrupção entre seus membros conselheiros. É preciso rever com urgência e estrutura
dessas cortes de produção de crimes e roubalheira de dinheiro público.
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