O presidente da Câmara, Rodrigo
Maia, afirmou que a reforma da Previdência é urgente, mas que é preciso avaliar
se há clima para aprovação do texto neste ano. Maia disse que depende das
condições de articulação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para conduzir
uma eventual aprovação da proposta encaminhada em 2016 pelo presidente Temer. O
texto está pronto para ser votado pelo Plenário da Câmara. Maia lembrou que
faltam dois meses para a atual legislatura acabar e metade dos parlamentares
não foi reeleita. “Não é uma articulação simples. Devemos ter paciência,
esperar a constituição da transição do governo”, disse. Questionado pela
imprensa se seria preferível votar uma outra proposta da Previdência depois que
o novo governo tomar posse, Maia disse que não dá para fazer previsão, embora
defenda a importância de resolver o deficit do sistema. “Entre o que eu acho e
o que nós temos condições de aprovar, é um caminho muito longo. Não posso criar
expectativas sobre o que eu ainda não controlo”, afirmou. “Para caminhar nessa
discussão, quantos votos a reforma têm (para ser aprovada), eu precisaria
começar a trabalhar com alguns líderes, para compreender qual o ambiente da
Casa. Hoje, eu não tenho essa informação, se faltam 20, 50, ou se é viável a
aprovação do texto”, explicou.
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