Cerca de 20 crianças e adultos do
bairro Liberdade, localizado em São Luís, puderam dar início ao processo para
inserir o nome do pai na certidão de nascimento, no último sábado (25), durante
o lançamento do projeto “Pais e filhos: Reconhecer é um ato de amor”, da
Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA). A iniciativa tem como
objetivo estimular e garantir, prioritariamente por via extrajudicial, o
reconhecimento espontâneo de paternidade de crianças, jovens e adultos. A
primeira ação do “Pais e filhos” foi realizada no Centro de Ensino O Estado do
Pará. Em parceria com a direção da unidade de ensino, foram identificados os
alunos que não tinham o nome do pai na certidão e realizada uma palestra para
sensibilização dos responsáveis dos estudantes. Após essa etapa, foi realizada
a ação para a efetivação do reconhecimento de paternidade, que aconteceu
durante toda a manhã do último sábado. No total, foram realizados 30
atendimentos. Dentre eles, 17 reconhecimentos de paternidade e duas orientações
para reconhecimento socioafetivo, quando os pais não-biológicos desejam fazer o
reconhecimento socioafetivo de seus filhos de criação. Para esse último caso, é
necessário o ajuizamento de ação judicial, também acompanhada pela Defensoria.
Os trabalhos foram acompanhados pelo defensor público-geral Alberto Bastos e o
subdefensor-geral Gabriel Furtado. Reconhecimento – O agente de portaria Lucio
Flavio Jesus Nascimento foi um dos pais que aproveitou a ação da Defensoria
para fazer o reconhecimento de dois filhos. “Tentei registrá-los após o
nascimento, mas não consegui por divergências com a mãe deles. Agora, vim fazer
o procedimento. Se eu morrer ou acontecer algo comigo, eles terão seus direitos
garantidos”, disse. Rubem Muniz Sousa também aproveitou a oportunidade para se
informar sobre o processo de reconhecimento de paternidade socioafetivo da sua
filha Elen Maria, com quem convive há mais de 16 anos. “Uma colega da minha
esposa informou que teria essa ação aqui e como a minha filha não era
registrada no meu nome, viemos. Ela sentia falta do nome do pai no documento e
aproveitamos essa oportunidade”, explicou. Segundo o defensor-geral, o número
de atendimentos na primeira ação foi considerável e apontam o sucesso do
projeto nas comunidades. Por isso, o projeto deverá ser ampliado. “A nossa
ideia é capacitar as diretoras de escolas para selecionarem os alunos que não
têm o nome do pai na certidão. E a partir daí marcar uma data para vir na
escola e já pré-agendar atendimentos para esses estudantes”, adiantou Alberto
Bastos.
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