O Banco Mundial publicou um
documento com diagnósticos dos principais desafios para o desenvolvimento
econômico e social do Brasil, e propostas para que o próximo presidente da
República possa enfrentá-los. Entre os trechos mais polêmicos está a sugestão para
que o governo brasileiro deixe de aceitar dedução dos gastos com saúde no
Imposto de Renda, como forma de reduzir isenções e subsídios e aumentar o poder
de investimento do Estado. "Não parece haver justificativa para o governo
subsidiar serviços de saúde privados para os segmentos relativamente mais ricos
da sociedade, levando em consideração que existe um sistema público de saúde
universal e gratuito para os cidadãos", avalia o documento, intitulado
"Por um ajuste justo com crescimento compartilhado: Uma agenda de reformas
para o Brasil". O relatório menciona dados do Tesouro Nacional que mostram
que o governo brasileiro gasta atualmente cerca de 6,2% do Produto Interno
Bruto (PIB) em incentivos e subsídios fiscais de vários tipos, dos quais 4,3%
em isenções fiscais e 1,9% em subsídios fiscais e crédito subsidiado. "De
fato, é possível concluir que um número significativo desses benefícios seja o
reflexo da busca de privilégios por grupos de interesse específicos, que obtêm
apoio estatal a um custo alto para a sociedade como um todo" aponta o
Bird.
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