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Cerca de 250 pessoas participaram
do Seminário das Águas Bacia do Mearim,em Formosa da Serra Negra.
Em uma iniciativa do SEBRAE, cerca
de 250 produtores rurais participaram do seminário que destacou soluções
agrícolas, industriais e turísticas.
Em uma realização do Sebrae
Maranhão e parceiros, o município de Formosa da Serra Negra foi palco, na
última semana, de um grande fórum de discussões em torno do Rio Mearim, sob a
perspectiva de sua importância econômica para o estado. As discussões ocorreram
durante o Seminário das Águas Bacia do Mearim, com vasta programação que durou
um dia inteiro. Com o tema Grande Desenvolvimento Econômico para o Maranhão, o
evento reuniu um público de 250 pessoas, dentre proprietários de pequenos
negócios rurais e urbanos que se utilizam das águas do rio, representantes da
Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), Eneva, Comitê da Bacia
Hidrográfica do Rio Mearim, Prefeitura de Formosa da Serra Negra e Grajaú,
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), equipes técnicas do Sebrae das
unidades regionais de Balsas e Presidente Dutra, além de caravanas vindas de
Arari, São Luís Gonzaga e Pedreiras. O município de Formosa da Serra Negra foi
escolhido para sediar o evento por integrar uma região rica em serras,
nascentes, riachos, rios e cachoeiras e, principalmente, por ser nascente do
Rio Mearim. Dado o seu potencial turístico, o município recentemente entrou no
novo Mapa do Turismo Brasileiro, fator também considerado na escolha para
sediar o evento. A sustentabilidade ambiental conduziu as discussões que
apontaram soluções para as problemáticas do Mearim, com uso de inovação para
enfrentar os desafios ao uso da água, tecnologia e habilitação ambiental, bem
como da utilização responsável dos recursos hídricos provenientes desta
importante bacia hidrográfica que é o principal estuário do Golfão Maranhense. Para o diretor superintendente do
Sebrae no Maranhão, João Martins, a realização do evento demonstra a
preocupação do Sebrae com as questões ambientais, além da sustentabilidade das
famílias ribeirinhas. “O Sebrae está atento às problemáticas do Mearim e à
necessidade urgente da união e envolvimento do setor público e iniciativa
privada para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade da água dos
rios, lagos, aquíferos e torneiras naturais, bem como promover ações corretivas
e preventivas para alcançar uma melhor gestão dos escassos recursos de água
potável, com foco particular na oferta e na demanda, quantidade e qualidade”,
afirmou o executivo. A programação contou com sete palestras, discutindo a
preservação das nascentes, a importância de seus afluentes, recursos hídricos,
inovação como oportunidade e o turismo. “A partir de agora temos produtores bem
mais informados e motivados a melhorarem cada vez mais o seu potencial
produtivo. Apontamos aos ribeirinhos metodologias que trarão mais eficiência no
uso racional e responsável da água, assim como buscamos despertar o potencial empreendedor
para possibilitar mais trabalho e renda para as famílias”, destacou Martins. Para
o diretor do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mearim, Wilton Lopes, discutir
a questão das águas demonstra existência de uma reflexão mais ampla. “Essa
temática conclama a sociedade a pensar a questão do uso da água para gerações
futuras e a sustentabilidade do rio para que as gerações futuras possam
usufruir do Mearim e de tudo o que pode oferecer”, relatou.
Turismo
Dada a importância do turismo
como atividade econômica e fator de desenvolvimento territorial, o seminário
também contou com essas discussões sobre o setor. Na ocasião, a gerente
regional do Sebrae em Balsas, Cecília Salata, apontou oportunidades de negócios
que podem surgir dentro das propriedades rurais e que muitas vezes passam
despercebidas. “O turista aprecia as coisas mais simples do seu cotidiano,
desde a colheita de uma fruta nativa a um banho de cachoeira. O que o visitante
pode encontrar em sua propriedade, para que ele se sinta atraído a visitá-la? Isso
tudo é válido pensar como forma de oportunidades de negócios”, considerou a
gestora. A região, ainda pouco explorada, teve recentemente Formosa da Serra
Negra incluída no novo Mapa do Turismo Brasileiro. Trata-se da região turística
do Polo Serras Guajajara, Timbira e Canela que integra oito cidades do estado: Arame,
Barra do Corda, Fernando Falcão, Formosa da Serra Negra, Grajaú, Itaipava do
Grajaú, Jenipapo dos Vieiras e Sítio Novo.
Ecoinovação
Discutir os recursos hídricos da
bacia do Mearim dentro do contexto das atividades mercadológicas exploradas a
partir dele, considerando o prisma da ecoinovação, também foi a proposta do
Sebrae com Seminário das Águas. Trata-se de uma nova abordagem, com diferentes
técnicas, ferramentas e soluções para produtos, processos, mercado e estrutura
organizacional, capazes de elevar o desempenho das empresas e sua
competividade, sem afetar a sua sustentabilidade. “O Sebrae entende que é
preciso valorizar esse recurso que alimenta o crescimento dos dois maiores
pilares do desenvolvimento do estado do Maranhão, a indústria e a agricultura.
O evento conseguiu alcançar o seu objetivo, reunir representantes de várias
instituições de preservação do meio ambiente para mostrar aos empreendedores da
região que é possível formatar novos modelos de negócios preservando os
recursos hídricos que são a base do crescimento da região e daqui está saindo
várias demandas que serão dadas andamento para obtermos resultados ainda
maiores”, concluiu o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João
Martins.


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