Em meio aos protestos de
caminhoneiros que paralisaram estradas em todo o País, o governo anunciou nesta
terça-feira, 22, um acordo com o Congresso para baixar o preço do óleo diesel.
A solução apresentada foi zerar a cobrança da Cide (uma tarifa que incide sobre
os combustíveis) para o óleo diesel, o que deve provocar uma perda de R$ 2,5
bilhões de receita para o governo. Em troca, os parlamentares aprovariam o
projeto que acaba com a desoneração da folha de pagamento para alguns setores,
o que renderia R$ 3 bilhões para os cofres públicos. O problema é que, mesmo
com esse anúncio, os caminhoneiros prometeram continuar as paralisações. A
Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que coordena os protestos, diz
que a solução apresentada não resolve o problema, já que a Cide representa
apenas 1% dos 27% de peso que os tributos têm no preço do diesel. “Vai reduzir
no máximo uns R$ 0,05 do litro do diesel”, disse a associação, em nota. Mesmo
com anúncio de redução dos impostos, os caminhoneiros prometeram continuar as
paralisações. Os protestos foram motivados pelos sucessivos aumentos no preço dos
combustíveis, fruto da nova política da Petrobrás de atrelar os valores do
mercado interno às cotações internacionais do petróleo. Como a commodity está
em alta (saiu de menos de US$ 50,00 o barril em julho do ano passado para cerca
de US$ 80,00 agora), o diesel, assim como a gasolina, tem subido no mesmo
ritmo. Mas o governo não tem muita margem para negociar. Mexer na política da
Petrobrás seria um sinal de ingerência política que se vem negando desde que
Pedro Parente assumiu a empresa, e teria efeitos catastróficos para a estatal
no mercado. Reduzir impostos foi o que restou, mas o ministro da Fazenda,
Eduardo Guardia, deixou claro que não há espaço para isso. A troca da Cide pela
votação da reoneração da folha de pagamentos foi a saída encontrada.
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Há 5 dias

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