O SIGNIFICADO DA VIDA

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Governo mobiliza municípios para realização de levantamento sobre infestação do mosquito Aedes



O Governo do Estado mobiliza e acompanha, neste mês de maio, os 217 municípios maranhenses na realização do segundo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) e Levantamento de Índice Amostral (LIA) – este último para aqueles com número de imóveis inferior à 2 mil - de 2018. A pesquisa de verificação domiciliar por amostragem revela o índice de infestação da larva do mosquito e subsidia as ações de prevenção e combate ao inseto, transmissor da dengue, chikungunya e zika, além de febre amarela em áreas urbanas. Os levantamentos permitem a identificação dos criadouros (depósitos) predominantes e a situação de infestação dos municípios que o realizaram. Pelo LIRAa/LIA, índices até 0,9% indicam condições satisfatórias, entre 1% e 3,9%, situação de alerta e índices superiores a 4%, risco de surto. “LIRAa/LIA é importante para focarmos nas estratégias de combate ao mosquito. Diante do levantamento, decidimos se vamos usar carros UBV (fumacê), bombas costais ou fazer visitas para eliminar os criadouros,com os agentes. O LIRAa/LIA acaba sendo uma prévia dos casos de dengue”, comenta o secretário adjunto de Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da SES, Marcelo Rosa. Pela programação, a ação já aconteceu nas regionais de saúde de Bacabal, Chapadinha, Itapecuru Mirim, Pinheiro, Rosário e Santa Inês. Os municípios das regionais de Açailândia Balsas, Caxias, Imperatriz, São João dos Patos, São Luís e Timon têm até esta sexta-feira (18) pra fazer as visitas. Já as regionais de Barra do Corda, Codó, Pedreiras, Presidente Dutra, Viana e Zé Doca realizarão a amostragem de 21 a 25 deste mês.
Vistoria

O LIRAa/LIA é realizado nos municípios quatro vezes por ano pelas gestões municipais. As visitas às casas são feitas pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE). A Secretaria de Estado da Saúde (SES) faz a capacitação dos ACE, que além de vistoria, também trabalham fazendo a conscientização da população. Em 2018, o Programa de Prevenção e Controle de Arboviroses realizou capacitações em manejo clínico e diagnóstico laboratorial das arboviroses dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela (médicos e enfermeiros), assim como faz o monitoramento, supervisão e assessoria na realização do LIRAa/LIA. A coordenadora do Programa de Prevenção e Controle de Arboviroses – dengue, chikungunya e zika, Joseneide Matos, explica que os quarteirões a serem pesquisados são sorteados pelo próprio sistema do LIRAa/LIA. No primeiro levantamento do ano, feito em fevereiro, mais de 80 municípios maranhenses apresentaram índices superiores a 4%, portanto com risco de surto. “De acordo com os resultados, o município precisa fazer ações de bloqueio no quarteirão que apresenta alta infestação. Ligamos esses índices com as notificações dengue, chikungunya e zika, se o índice estiver alto, fazemos as ações de nebulização espacial”, relata Joseneide Matos. A nebulização espacial foi usada em 2018 nos municípios de Maranhãozinho, Sucupira do Norte, Presidente Médice, Tuntum, Trizidela do Vale, Carutapera, Paraibano, Pedreiras, Maracaçumé, São João dos Patos, Barão de Grajaú, Vargem Grande, Turiaçu, Miranda do Norte, Bacabal, Santa Rita, Rosário, Barra do Corda, Pinheiro, São Bernardo, Tutoia e Paço do Lumiar. Porém, Joseneide Matos afirma que muitos municípios apresentam fragilidades nas notificações de casos das doenças. “Quando é necessário, a SES faz a intervenção, como fizemos em Presidente Sarney semana passada. Visitamos o local para dialogar com os gestores e trabalhamos juntos fazendo capacitações com os profissionais de saúde, palestras educativas com a população, ações de nebulização espacial e costal(pulverizador manual) e ainda, coleta de material biológico para constatar a presença no vírus”, conta. A estratégia do LIRAa/LIA foi ampliada de dois anuais, realizados no período chuvoso, para quatro anuais, com a cobertura em todo ano, uma vez que o mosquito e, consequentemente as doenças, circulam independentemente da estação. “A dengue acontece de janeiro a dezembro. Os ovos são colocados durante todo o ano. No período chuvoso, eles eclodem com maior rapidez. Mas a prevenção deve acontecer durante os 365 dias do ano. Outra coisa, os mosquitos vão se adaptando também, as doenças não são apenas de área urbana. A zona rural também sofre com elas”, reforça Joseneide Matos.

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