O presidente Michel Temer (PMDB)
sancionou a lei que cria a Agência Nacional de Mineração para substituir o
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) na regulação e fiscalização do
setor de mineração. A sanção foi publicada nesta quarta-feira (27) no Diário
Oficial da União. A criação da agência foi enviada pelo governo ao Congresso em
forma de medida provisória, aprovada pela Câmara e, depois, pelo Senado.
Vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a agência terá como
responsabilidade fiscalizar a atividade de mineração, vistoriar, notificar,
autuar infratores e adotar medidas como interdição e impor sanções. Segundo o
governo federal, a mineração responde por cerca de 4% do Produto Interno Bruto
(PIB) do país, mas enfrenta hoje um "cenário adverso" em razão da
diminuição do fluxo de investimentos. O governo atribui essa redução a uma
insegurança jurídica no setor e argumenta que a criação da agência irá ajudar na
retomada da credibilidade. A agência também terá como atribuição regular,
fiscalizar e arrecadar a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos
Minerais (CFEM), espécie de “royalties” do setor. Pela Constituição, as jazidas
e os depósitos minerais são bens da União. A atividade de mineração é
autorizada sob o regime de concessão pública. Em contrapartida, as empresas que
exploram os minérios têm que pagar uma compensação aos estados e municípios.
Pela proposta, a ANM será dirigida por uma diretoria colegiada, composta por
cinco diretores, um deles será o diretor-geral da agência. Os diretores serão
brasileiros indicados pelo Palácio do Planalto e serão nomeados após aprovação
pelo Senado. Eles exercerão mandatos de quatro anos, permitida somente uma
recondução ao cargo.
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