Em audiência pública, realizada
na última sexta-feira (25), no Palácio Henrique de La Rocque, no Calhau, o
Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA)
coletou inúmeras denúncias e provas que fundamentarão os processos administrativos
já em curso em face das faculdades Estácio e Pitágoras.
Estiveram presentes cerca de 200
estudantes, professores, representantes das instituições de ensino superior e
do Ministério Público. Entre as reclamações apresentadas estão a ausência de
informação prévia sobre as disciplinas disponibilizadas em EAD nos cursos
presenciais, o suposto descumprimento à portaria que fixa a quantidade máxima
de disciplinas realizadas a distância, falta de segurança, falta de estrutura
para determinados cursos, demora no atendimento e outras.
Na ocasião, o órgão de defesa do
consumidor informou aos participantes que realizará nova reunião com as
faculdades para buscar a resolução dos problemas com o diálogo. Caso o acordo
não seja possível, ingressará com uma Ação Civil Pública, juntamente com o
Ministério Público, para exigir a solução das reclamações.
Para o presidente do Procon/MA,
Duarte Júnior, as demandas relatadas pelos estudantes serão prioridade no
órgão. “Não podemos permitir a mercantilização do ensino em nosso Estado, por
isso, nas próximas semanas, vamos buscar, mais uma vez, o diálogo com as
instituições. Caso não tenhamos respostas satisfatórias, ingressaremos com Ação
Civil Pública, juntamente com o Ministério Público. A educação é um direito
básico do cidadão, bem como o acesso à publicidade com informação clara e a
boa-fé das relações de consumo. Não iremos permitir que alunos e alunas tenham
seus direitos desrespeitados", afirmou.
Para o diretor de extensão
universitária da União Nacional dos Estudantes (UNE), Eduardo Correa, a
audiência foi importante por ter dado a oportunidade dos estudantes
esclarecerem suas dúvidas e apresentarem denúncias. O aluno Jefferson Couto
também aprovou a iniciativa e espera que com esse diálogo aberto seja possível
a resolução dos pontos discutidos.
No que diz respeito às soluções,
o representante do Ministério Público, o promotor de Justiça da Educação, Paulo
Avelar, reforçou a importância da audiência e garantiu apoio para agir de forma
conjunta com o Procon. “A audiência foi muito proveitosa, pois com as
informações aqui colhidas, poderemos executar medidas para a o fim de tantas
reclamações. O Ministério Público se propõe a somar junto ao Procon nessa
ação”, destacou.
Antes da audiência, as faculdades
Pitágoras e Estácio já foram notificadas para apresentarem informações e soluções
pertinentes aos casos, em até 10 dias, contados a partir do recebimento da
notificação. O descumprimento pode se caracterizar como crime de desobediência
nos termos do artigo 330, do Código Penal, ficando sujeito, ainda, às sanções
administrativas e civis cabíveis.

Sem comentários:
Enviar um comentário
obrigado pela sua participação grato
por sua visita!...e fique a vontade para opinar.