Época de campanha eleitoral é assim, vemos uma invasão de
placas, cavaletes, adesivos, bandeiras e santinhos de candidatos por todo
canto. E aqui em Açailândia não podia ser diferente.
Temos as placas Etiópia, são placas magrinhas, pobrinhas,
pequenas, desnutridas, avistamos uma ou outra num cantinho, tímidas, coitadas.
O candidato (a) diz que é por respeito á cidade e a
população, mas na verdade eu acho que é por falta de grana mesmo.
Temos as placas Periguetes, são volúveis, não tem medo de
estarem com vários candidatos ao mesmo tempo, mesmo que não sejam do mesmo
grupo, o negócio é sair com todo mundo, são ambiciosas e traiçoeiras.
Temos as placas de Salto Alto, são elegantes, bem acabadas,
formosas, delicadas, um luxo!
Temos as placas Ébola,
são como um vírus que se alastra por toda cidade, as placas ébola querem te contagiar de
qualquer maneira.
Temos as placas Penetra, são atrevidas, apesar de não
participarem da nossa festa, querem invadir nossa praia e dividir nosso bolo.
Temos as placas Aleluia, em cada esquina tem, uma atrás da
outra , as placas aleluia são fiéis a
sua ousadia, em nome de Jesus!
Temos as placas Coração de Mãe, aonde quer que você vá,
sempre cabe mais uma.
Temos as placas Celular de Pobre, por mais que tente te tocar
ela não possui crédito.
Temos as placas Coca-cola, quem já bebeu , não engole outra
coisa.
Temos as placas Bamerindus, o tempo passa, o tempo voa, e o
candidato tá de volta numa boa.
Temos as placas das Casas Pernambucanas, não adianta bater
que eu não deixo você entrar.
Temos as placas Transportadora, faço sua mudança em um
clique.
Enfim é placa pra que te quero!

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