O Vaticano tem andado a pressionar o governo de Israel para a
cedência da administração do bíblico Monte Sião, situado no coração de
Jerusalém, acreditando-se até que essa será a "prenda" a oferecer a
Francisco I durante a sua visita a Jerusalém, em Maio próximo.
Segundo as últimas
informações, Israel estará a entrar nas últimas fases das negociações que
levarão à cedência do Monte Sião para o império do Vaticano.
As conversações têm
sido secretas, tendo a última sido realizada esta semana entre o Município de
Jerusalém, o Gabinete do Primeiro-Ministro, o Ministério do Turismo e
representantes oficiais do Vaticano.
Durante a reunião, a delegação católica terá alegadamente
pressionado Israel a ceder o controle do edifício onde se situa a sala do
"cenáculo", onde se teria realizado a Santa Ceia.
LOCAL SAGRADO PARA OS JUDEUS
O problema é que por baixo dessa sala está localizado o
tradicional "túmulo do rei David", um lugar sagrado reverenciado e
visitado pelos judeus religiosos.
Isso já para não mencionar que o Monte Sião, como um todo, é
extremamente simbólico para a Cidade santa de Jerusalém, e a entrega do mesmo
ao Vaticano representaria para muitos israelitas um repúdio às reivindicações
judaicas à Cidade.
Em resposta aos comentários feitos sobre estas negociações, o
Município de Jerusalém respondeu que o mesmo manteria o "poder soberano
central sobre o Monte Sião."
UMA "VALIOSA PRENDA"
Muitos israelitas não acreditam nessa declaração do
Município, acreditando antes que o primeiro-ministro Netanyahu vai querer
agradar ao papa católico, oferecendo-lhe esta "valiosa prenda."
Pessoalmente, como visitante habitual daquele belo lugar,
repudio completamente mais esta ambição do Vaticano, não só porque aquele
espaço é território de Israel, mas também porque ninguém melhor do que o
próprio Israel conseguirá manter aquele lugar de forma tranquila e segura para
que todos - católicos, judeus e cristãos - o possam visitar em segurança, tal
como até aqui tem acontecido.
Mas os "abutres" do Vaticano têm um sede
insaciável... e não olham a meios para atingir os seus objectivos.
Caso Netanyahu ceda o Monte Sião aos "abutres" do
Vaticano - o que considero nada menos do que uma traição ao povo e à História
de Israel - isso será em troca de quê? Qual será a moeda de troca?
Fico-me pela pergunta?!
Fonte: Shalom, Israel



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