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Metade das vendas no país é para
uso como transporte
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Estudos elaborados pela
Tendências Consultoria a pedido da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas
(Aliança Bike) mostraram que o imposto que incide sobre as bicicletas no país é
de 40,5% em média, contra 32% dos tributos no preço final dos carros, de acordo
com levantamento da Consultoria IHS Automotive no Brasil. Reportagem do jornal
O Globo mostra que a falta de incentivo fica claro na comparação do Imposto
sobre Produto Industrializado (IPI): a alíquota do tributo federal é de 3,5%
para carros populares, contra 10% para as bicicletas produzidas fora da Zona
Franca de Manaus. Com isso, o Brasil tem umas das bicicletas mais caras do
mundo. Uma “magrela” comum, aro 26 e 21 marchas, vendida em média a R$ 400 no
Brasil, é cerca de 54% mais cara que uma similar nos Estados Unidos, onde sai
por R$ 259, segundo pesquisas em sites de compras. A bicicleta dobrável, ideal
para uso de forma integrada ao transporte público, custa R$ 640 no Brasil,
contra R$ 477 na Alemanha. “Com todos os benefícios da bicicleta me parece
descabido este elevado grau de impostos. A população tem se conscientizado,
algumas cidades estão criando infraestrutura de ciclovias e ciclofaixas, mas
falta, ainda, a questão tributária”, criticou o presidente da Aliança Bike,
Marcelo Maciel, entidade que reúne 53 empresas do setor. Segundo a pesquisa, em
média, uma bicicleta que sai de uma fábrica brasileira tem seu preço elevado em
68,2% devido aos impostos, levando em conta o mix de produção do Brasil, uma
vez que a produção de Manaus, 21% do total, tem menos impostos. Levando em
conta apenas o preço de uma bicicleta fabricada no resto do país, os tributos
elevam em 80,3% seu preço, ou seja, nestes casos, uma parcela de 44,5% do preço
final das bikes é tributos. Para o consultor da Associação de Ciclistas Urbanos
da Cidade de São Paulo (Ciclocidade), Daniel Guth, a tributação e seu impacto
no preços é fundamental para estimular o uso das bicicletas que trazem
vantagens ambientais, na saúde da população e desafoga o trânsito. Segundo o
especialista, do total de bicicletas vendidas no Brasil, 50% são destinadas ao
transporte.

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