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domingo, 13 de outubro de 2013

Disputa pelo governo continua com 4 candidatos após troca-troca de partidos.


Após o fim do prazo de filiações partidárias para aqueles que pretendem concorrer às eleições de 2014 e, consequentemente, o troca-troca nos partidos políticos, a disputa para o Governo do Estado permaneceu com quatro pré-candidatos ao Palácio dos Leões no Maranhão. Além do secretário de Estado da Infraestrutura, Luis Fernando Silva (PMDB), estão no páreo o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), a deputada estadual Eliziane Gama (PPS) e o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (PDT). Destes, apenas Hilton ainda não recebeu qualquer manifestação pública de apoio do seu próprio partido político. Legendas menores, como PSTU e PSOL, ainda não definiram pré-candidaturas.

Apesar de um terço dos deputados estaduais que compõem o plenário da Assembleia Legislativa ter mudado de partido - 14 ao todo -, poucos foram os impactos nas três principais pré-candidaturas ao Governo: Luis Fernando, Flávio Dino e Eliziane Gama.

A base do governo Roseana Sarney (PMDB), e que também apoia a candidatura de Luis Fernando, por exemplo, manteve ampla maioria na Casa. Houve apenas uma perda, com a saída do deputado Raimundo Cutrim do campo governista para a oposição. Ele trocou o PSD pelo PCdoB, após não ter conseguido apoio dentro do próprio partido político para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Agiotagem.

Com isso, o pré-candidato governista ficou com apoio de 12 partidos políticos que dispõem de representatividade na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional: PSD, PV, PEN, PHS, PSC, PMN, PTB, DEM, PSL, PR, PRB e PMDB.

Entrave - Já Flávio Dino, permanece apenas com o PCdoB, PDT, PSB e o PTC, esse último que não dispõe de representante no Legislativo Estadual.

O comunista, no entanto, ainda pode perder apoio dos dois partidos políticos de maior expressão desta aliança. O PDT condiciona manter aliança com Dino à indicação do vice na chapa majoritária. Em visita a São Luís no mês de maio, o presidente da legenda afirmou a O Estado, que não coliga com o PCdoB se não puder indicar o vice. Ele também cobrou mais espaços na administração de São Luís, e deixou claro que sua postura se dava por conta do apoio do PDT, articulado pelo próprio Flávio Dino em 2012, ao então candidato Edivaldo Júnior (PTC).

Outro partido que pode não coligar com Dino é o PSB, do pré-candidato à Presidência da República e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. A legenda está cada vez mais distante do PCdoB no plano nacional. Além disso, Flávio se coloca como aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), que concorrerá à reeleição e terá como um dos principais adversários justamente Eduardo Campos. Por conta de toda essa situação, Dino tem evitado declarar apoio a Campos, apesar de participar de todo ato político do pernambucano em São Luís.

Eliziane Gama, por sua vez, foi a quem mais perdeu, tecnicamente, com o troca-troca de partidos na Assembleia. Isso porque, até o momento, não há aliança política formalizada com nenhum outro partido. E o PPS, que tinha dois representantes na bancada, ficou apenas com um, já que Othelino Neto migrou para o PCdoB. Justamente por isso é que a derrota de Eliziane é apenas técnica, e não política, uma vez que Othelino já havia declarado apoio a Flávio Dino e não à popular-socialista.

Eliziane oferece espaço para o PSDB

A deputada estadual e pré-candidata ao Governo do Estado, Eliziane Gama, está perto de fechar aliança política com o PSDB para a eleição de 2014. A parlamentar, que também preside o PPS no estado, se reuniu na última sexta-feira, 11, com a cúpula do PSDB e ofereceu espaços para a disputa majoritária com a indicação de vice e Senado para compor chapa.

A expectativa, segundo a parlamentar, é de que os partidos entrem em acordo já no mês de novembro e dêem início de imediato aos atos de pré-campanha no interior do estado.

Segundo Eliziane, o cenário é favorável a uma aliança entre as duas legendas. Ela afirmou que o PPS deu todas as condições aos tucanos para que o acordo seja fechado. "Oferecemos espaços na majoritária com a indicação de vice e também para a disputa do Senado, para que os dois partidos estejam juntos na eleição do próximo ano. Acredito que se conseguirmos fechar essa aliança, a nossa candidatura irá forte para a disputa eleitoral", afirmou.

O presidente do PSDB no Maranhão, deputado federal Carlos Brandão, assegurou que a proposta do PPS contemplou o partido. Ele ponderou, no entanto, que ainda precisa avaliar a situação dos deputados. "A proposta é do tamanho do PSDB. O partido é grande, tem tempo de televisão e tradição na política. Há uma aproximação até histórica dos dois partidos no plano nacional. Mas, precisamos avaliar friamente a situação de nossos deputados. Não podemos perder bancada", finalizou Brandão.

Mais

Partidos menores, os chamados nanicos, também já começam a se movimentar para a disputa majoritária de 2014. O PSTU, por exemplo, chegou a propor a criação de uma "Frente de Esquerda", uma aliança entre o PSTU, PSOL e o PCB.

A proposta foi divulgada em maio por Marcos Silva. O problema, no entanto, segundo o próprio Marcos Silva, seria o desinteresse de Haroldo Saboia (PSOL) na aliança. Até o momento, nenhum dos três partidos de ultraesquerda definiu candidatos.

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