Após o fim do prazo de filiações partidárias para aqueles que pretendem concorrer às eleições de 2014 e, consequentemente, o troca-troca nos partidos políticos, a disputa para o Governo do Estado permaneceu com quatro pré-candidatos ao Palácio dos Leões no Maranhão. Além do secretário de Estado da Infraestrutura, Luis Fernando Silva (PMDB), estão no páreo o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), a deputada estadual Eliziane Gama (PPS) e o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (PDT). Destes, apenas Hilton ainda não recebeu qualquer manifestação pública de apoio do seu próprio partido político. Legendas menores, como PSTU e PSOL, ainda não definiram pré-candidaturas.
Apesar de um terço dos deputados
estaduais que compõem o plenário da Assembleia Legislativa ter mudado de
partido - 14 ao todo -, poucos foram os impactos nas três principais
pré-candidaturas ao Governo: Luis Fernando, Flávio Dino e Eliziane Gama.
A base do governo Roseana Sarney
(PMDB), e que também apoia a candidatura de Luis Fernando, por exemplo, manteve
ampla maioria na Casa. Houve apenas uma perda, com a saída do deputado Raimundo
Cutrim do campo governista para a oposição. Ele trocou o PSD pelo PCdoB, após
não ter conseguido apoio dentro do próprio partido político para instalar a
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Agiotagem.
Com isso, o pré-candidato
governista ficou com apoio de 12 partidos políticos que dispõem de
representatividade na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional: PSD, PV,
PEN, PHS, PSC, PMN, PTB, DEM, PSL, PR, PRB e PMDB.
Entrave - Já Flávio Dino,
permanece apenas com o PCdoB, PDT, PSB e o PTC, esse último que não dispõe de
representante no Legislativo Estadual.
O comunista, no entanto, ainda
pode perder apoio dos dois partidos políticos de maior expressão desta aliança.
O PDT condiciona manter aliança com Dino à indicação do vice na chapa
majoritária. Em visita a São Luís no mês de maio, o presidente da legenda afirmou
a O Estado, que não coliga com o PCdoB se não puder indicar o vice. Ele também
cobrou mais espaços na administração de São Luís, e deixou claro que sua
postura se dava por conta do apoio do PDT, articulado pelo próprio Flávio Dino
em 2012, ao então candidato Edivaldo Júnior (PTC).
Outro partido que pode não
coligar com Dino é o PSB, do pré-candidato à Presidência da República e
governador de Pernambuco, Eduardo Campos. A legenda está cada vez mais distante
do PCdoB no plano nacional. Além disso, Flávio se coloca como aliado da
presidente Dilma Rousseff (PT), que concorrerá à reeleição e terá como um dos
principais adversários justamente Eduardo Campos. Por conta de toda essa
situação, Dino tem evitado declarar apoio a Campos, apesar de participar de todo
ato político do pernambucano em São Luís.
Eliziane Gama, por sua vez, foi a
quem mais perdeu, tecnicamente, com o troca-troca de partidos na Assembleia.
Isso porque, até o momento, não há aliança política formalizada com nenhum
outro partido. E o PPS, que tinha dois representantes na bancada, ficou apenas
com um, já que Othelino Neto migrou para o PCdoB. Justamente por isso é que a
derrota de Eliziane é apenas técnica, e não política, uma vez que Othelino já
havia declarado apoio a Flávio Dino e não à popular-socialista.
Eliziane oferece espaço para o
PSDB
A deputada estadual e
pré-candidata ao Governo do Estado, Eliziane Gama, está perto de fechar aliança
política com o PSDB para a eleição de 2014. A parlamentar, que também preside o
PPS no estado, se reuniu na última sexta-feira, 11, com a cúpula do PSDB e ofereceu espaços para a
disputa majoritária com a indicação de vice e Senado para compor chapa.
A expectativa, segundo a
parlamentar, é de que os partidos entrem em acordo já no mês de novembro e dêem
início de imediato aos atos de pré-campanha no interior do estado.
Segundo Eliziane, o cenário é
favorável a uma aliança entre as duas legendas. Ela afirmou que o PPS deu todas
as condições aos tucanos para que o acordo seja fechado. "Oferecemos
espaços na majoritária com a indicação de vice e também para a disputa do
Senado, para que os dois partidos estejam juntos na eleição do próximo ano.
Acredito que se conseguirmos fechar essa aliança, a nossa candidatura irá forte
para a disputa eleitoral", afirmou.
O presidente do PSDB no Maranhão,
deputado federal Carlos Brandão, assegurou que a proposta do PPS contemplou o
partido. Ele ponderou, no entanto, que ainda precisa avaliar a situação dos
deputados. "A proposta é do tamanho do PSDB. O partido é grande, tem tempo
de televisão e tradição na política. Há uma aproximação até histórica dos dois
partidos no plano nacional. Mas, precisamos avaliar friamente a situação de
nossos deputados. Não podemos perder bancada", finalizou Brandão.
Mais
Partidos menores, os chamados
nanicos, também já começam a se movimentar para a disputa majoritária de 2014.
O PSTU, por exemplo, chegou a propor a criação de uma "Frente de
Esquerda", uma aliança entre o PSTU, PSOL e o PCB.

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