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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eleição na Assembléia acontece nesta terça-feira

Ricardo Murad perde apoio e desite de concorrer à presidência. Na disputa, Arnaldo Melo, Manoel Ribeiro e Max Barros. Mas o desfecho da eleição para presidente da AL-MA é uma incógnita. 
Aline Louise

Arnaldo Melo e 25 deputados estão confinados em sítio. manoel Ribeiro busca o sexto mandato à frente da Casa. Ricardo Lança Max Barros como candidato de consenso.
 



O deputado estadual Ricardo Murad (PMDB) anunciou ontem à tarde que não será mais candidato à presidência da Assembleia Legislativa. A decisão foi tomada na véspera da definição da disputa e muda todo o arranjo da legislatura que começa hoje. Manoel Ribeiro (PTB), que já havia declarado a candidatura, mantém o posicionamento e diz que será opção de voto nesta manhã. Também surgem os nomes de Arnaldo Melo (PMDB) — o deputado com mais mandatos presentes na Casa — e Max Barros (DEM), que não oficializou, mas é cotado para presidir o Legislativo maranhense.

“Eu não vim para o governo para brigar. Aceitei ser candidato porque havia um consenso em torno do meu nome, mas como não há mais esse consenso eu abro mão da minha candidatura”, afirmou Ricardo Murad em entrevista à rádio Mirante AM. Em três meses, Murad encabeçou negociações e foi anfitrião de conversas para organização da Mesa a partir de fevereiro. Um dia antes de oficializar as decisões, 25 deputados resolveram mudar o tom da conversa e apoiar Arnaldo Melo.
Os parlamentares estariam reunidos desde o final de semana em um local próximo a São Luís para firmar a parceria com Arnaldo. Depois das articulações de véspera de deputados da oposição e da situação, Ricardo publicizou a saída do páreo. Antes de tomar a decisão, porém, Ricardo teria indicado Max Barros para ser o candidato oficial do governo. O deputado já ocupa a pasta de Infraestrutura no Executivo, mas tomará posse junto aos demais parlamentares às 9h30.

Manoel Ribeiro (PTB) é candidato desde que elegeu-se em outubro. Na última sexta-feira (28), ele reafirmou que estaria na disputa de hoje. “Vou procurar o apoio do Ricardo e acho que pode dar certo, porque não o traí. Disse ainda na semana passada na casa dele que continuava candidato”, declarou Manoel, que já foi presidente da Casa por cinco vezes seguidas (entre 1992 e 2002). Num caso de empate, Manoel Ribeiro ganha de qualquer um porque é o parlamentar de mais idade.

Motivos
O que teria causado a discordância às vésperas da eleição foi a dificuldade de articulação com Murad encontrada pela maioria dos deputados. Quando disponibilizou-se a enfrentar a briga pelo comando do Legislativo, o ex-secretário de Saúde garantiu a proporcionalidade na distribuição dos cargos de direção da Casa. Este acordo estaria sendo quebrado nas últimas semanas durante as reuniões convocadas pelo ex-secretário de Saúde.

 “O que me parece é que há quase um consenso tanto da base aliada quanto dos deputados de oposição em torno do meu nome. Seria uma forma de fortalecer o Legislativo, porque eles sabem que comigo não vão arriscar. Estando ali, as coisas vão funcionar. Vamos manter a proporcionalidade dos blocos e as garantias parlamentares,” foi o que disse Murad a O IMPARCIAL em entrevista publicada em 12 de dezembro do ano passado.

Em nota divulgada à imprensa na noite de ontem, Ricardo afirma que tem o apoio do PDT. Os parlamentares Graça Paz, Camilo Figueiredo, Carlinhos Amorim e Valéria Macedo teriam reafirmado apoio à candidatura dele e ao governo Roseana Sarney (PMDB), de quem passariam a ser aliados.

Na reunião que teria sido organizada por Carlos Braide (PMDB), nas imediações de São Luís, estariam confinados 25 deputados, supostamente insatisfeitos com as negociações em torno de Ricardo Murad. Não há nomes declarados, mas Arnaldo confirma o número de presentes até a noite de ontem e adianta que mais dois parlamentares estariam a caminho do local. Carlos Braide está em fim de mandato, mas deixa como legado o filho como líder do Bloco da União Democrática, o qual articula os partidos pequenos de apoio ao governo.

Esta é a terceira vez que Arnaldo Melo muda o caminho do jogo na Casa Legislativa nos dias que antecedem a votação. Em 2002 e 2004, ele foi cotado para o cargo nas últimas horas antes da solenidade, mas os deputados que ocuparam a presidência foram Carlos Alberto Milhomem (DEM) e João Evangelista, morto em 2010. A oficilização dos blocos e das candidaturas acontecem até uma hora antes da sessão, a ser iniciada às 11h30, logo após a posse.

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