O SIGNIFICADO DA VIDA

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Carnaval deve movimentar R$ 18,6 bilhões e impulsionar o turismo em todo o Brasil

 


O Carnaval de 2026 deve impulsionar fortemente a atividade turística no Brasil, com previsão de faturamento de R$ 18,6 bilhões apenas no mês de fevereiro — crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Caso a projeção se confirme, será o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do IBGE.

O desempenho reflete o momento positivo vivido pelo setor, sustentado pelo aumento da renda, pela geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e estimulam as viagens pelo país. Mesmo com o Carnaval sendo ponto facultativo, a data tradicionalmente movimenta intensamente a cadeia do Turismo, com destaque para os segmentos de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a expectativa é de que a festa consolide o bom momento do setor e gere oportunidades em todas as regiões do país. “Esses R$ 18,6 bilhões projetados mostram a força do Carnaval como indutor do turismo e do desenvolvimento econômico. É um período que movimenta milhões de brasileiros, gera emprego, renda e fortalece os pequenos e médios negócios, além de valorizar nossa cultura e os destinos nacionais”, destacou o ministro.

Além das grandes viagens, os deslocamentos regionais e de curta distância também contribuem de forma significativa para a economia local, beneficiando hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias de turismo e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos. “O empresário do Turismo pode se beneficiar do potencial aumento de receita nessa esteira do segmento de lazer, que começa em dezembro e se estende até o carnaval”, destacou o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.

A programação de blocos de rua, eventos culturais e festas em capitais e cidades turísticas amplia o fluxo de visitantes e aquece o comércio, reforçando o papel do Carnaval como um dos principais motores da temporada de verão.

PRINCIPAIS DESTINOS – Levantamento da plataforma Booking.com aponta que destinos como Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) lideram as preferências dos viajantes, contemplando diferentes perfis de público — desde quem busca combinar praia, calor e grandes festas até aqueles que querem aproveitar intensamente a folia urbana. Entre os turistas internacionais, cidades como Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) também figuram entre os destinos mais desejados para o período.

Anvisa barra “canetas milagrosas”: perigo real para quem quer emagrecer rápido

 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quarta-feira (21) a venda, fabricação, distribuição, importação, divulgação e uso das “canetas emagrecedoras do Paraguai” à base de tirzepatida (Synedica e TG) e retatrutida, de todos os lotes e marcas. Esses produtos eram vendidos principalmente em perfis do Instagram, sem qualquer controle ou registro oficial.

Segundo a Anvisa, as substâncias vêm de empresas desconhecidas e não têm registro, notificação ou cadastro na agência. Ou seja, não há como garantir o conteúdo, a dosagem ou a qualidade do que está sendo vendido.

O alerta é claro: o uso desses produtos é proibido em qualquer situação. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União e passa a valer imediatamente em todo o país. Especialistas reforçam que medicamentos irregulares vendidos pela internet podem causar problemas graves de saúde, desde reações alérgicas até complicações cardíacas. A recomendação é direta: não compre nem use essas canetas emagrecedoras.

R$ 5,1 mil para professores: piso do magistério sobe 5,4%

 


O presidente Lula assinou nesta quarta-feira (21) a Medida Provisória que reajusta o piso nacional do magistério público da educação básica em 5,4%, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026. O aumento supera a inflação de 2025, que ficou em 3,9%, garantindo um ganho real de 1,5%.

O piso define o salário mínimo que professores devem receber em toda a rede pública com jornada de 40 horas semanais. A legislação prevê que o valor seja atualizado anualmente com base na inflação e na arrecadação do Fundeb, fundo que financia a educação básica em estados e municípios.

No ano passado, o reajuste foi de 6,27%, seguindo a mesma regra. O pagamento dos professores depende de repasses do Fundeb, complementos da União e recursos estaduais e municipais, o que gera impacto direto nos cofres públicos. A Medida Provisória tem validade imediata, mas precisa ser confirmada pelo Congresso Nacional. O texto será publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (22).

POTÊNCIA NO MERCADO FITNESS: Brasil é o segundo país com mais academias do mundo; veja ranking

 


O início de cada ano costuma marcar uma corrida às academias, impulsionada pelas promessas de Ano Novo e pela busca por mais qualidade de vida. No Brasil, esse movimento encontra um cenário favorável: o país já ocupa a segunda posição no ranking mundial de academias, atrás apenas dos Estados Unidos, e se destaca também pelo alto número de pessoas que praticam atividades físicas regularmente.

Dados de 2023 mostram que os EUA lideram com 41.190 academias, enquanto o Brasil aparece logo em seguida, com 32.011 unidades. O ranking global ainda inclui países como México (12.871), Alemanha (9.669), Argentina (7.940), Itália (7.760), Reino Unido (7.239), Coreia do Sul (6.590), Canadá (6.587) e Japão (4.950).

No cenário nacional, o crescimento do setor é impulsionado por um público cada vez mais atento à saúde. Atualmente, mais de 30% dos brasileiros praticam atividades físicas no nível recomendado, seja por meio de caminhadas, corridas ou esportes ao ar livre. Ainda assim, nos grandes centros urbanos, fatores como segurança e comodidade fazem com que muitos optem pelas academias.

Segundo um estudo da Cortex, empresa de inteligência de vendas B2B na América Latina, o Brasil somava 32.011 academias em 2023, consolidando-se como uma das maiores potências do setor fitness no mundo. Entre os estados, São Paulo lidera com quase 6,5 mil academias, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Juntos com o Espírito Santo, os estados do Sudeste concentram 13.349 unidades, o equivalente a 41,7% de todas as academias do país.

As regiões Norte e Nordeste aparecem na sequência, com cerca de 8,7 mil unidades, enquanto o Sul soma aproximadamente 5,6 mil academias, reforçando a ampla distribuição do setor em todo o território nacional.

Outro dado que reforça o protagonismo brasileiro vem da Statista, que divulgou, no início de 2025, que o Brasil é o segundo país do mundo com mais pessoas que frequentaram academias nos últimos 12 meses, ficando atrás apenas da Índia. Apesar de o levantamento não informar o total de academias indianas, o número de praticantes brasileiros evidencia a força do hábito fitness no país.

Além da quantidade de unidades e frequentadores, o Brasil também se destaca pelo custo e pelo consumo associado ao setor. Um estudo da Numbeo, que analisou valores em reais, apontou que o país possui a décima menor mensalidade de academia do mundo. Já outro levantamento da Statista colocou o Brasil como o quinto maior gerador de receita em vitaminas e minerais, mostrando que o mercado vai além do exercício físico e movimenta uma cadeia ampla ligada à saúde e ao bem-estar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Brasil bate recorde de feminicídios em 2025, com quatro mulheres mortas por dia

 


O Brasil bateu recorde de casos de feminicídio em 2025, mesmo com dados de dezembro ainda incompletos, segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Foram 1.470 vítimas, o que representa quatro mulheres assassinadas por dia. O número parcial já supera todo o total de 2024, quando foram registrados 1.464 feminicídios. Além disso, ainda não foram contabilizados os casos de dezembro ocorridos em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo, estado que tradicionalmente lidera as estatísticas. Os dados foram divulgados pela Folha de S.Paulo e confirmados pelo Estadão.

Além do crescimento nos números, a brutalidade dos crimes chama atenção. Em São Paulo, Tainara Santos, de 31 anos, morreu na véspera do Natal após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na zona norte da capital. Antes de morrer, ela teve as duas pernas amputadas. Segundo as investigações, o suspeito é Douglas Silva, ex-companheiro da vítima. Ele teria avançado com o carro após vê-la com outra pessoa em um bar. A defesa afirma que ele é réu confesso, mas nega envolvimento no crime.

Desde 2015, quando o feminicídio passou a ser tipificado no Brasil, o país contabiliza 13.448 crimes dessa natureza. São Paulo lidera o ranking histórico, com 1.774 casos, seguido por Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019). No recorte de 2024, São Paulo também aparece em primeiro lugar, com 233 ocorrências. Em seguida vêm Minas Gerais, com 139, e o Rio de Janeiro, com 104 registros.

Em entrevista ao Estadão, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o combate aos crimes contra mulheres será prioridade. Segundo ele, a maioria dos casos ocorre dentro de casa, o que dificulta a prevenção. Entre as medidas anunciadas pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) está a ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) com funcionamento 24 horas, que devem passar de 18 para 78 unidades no estado.

VÍDEO PMA – OBRAS EM FINALIZAÇÃO UPA 24 HORAS

 


https://youtube.com/shorts/Wl9QU-T0oT8?feature=share




VÍDEO PMA - OBRAS EM ANDAMENTO QUADRA DA SEDEL

 

https://youtube.com/shorts/WON5Z1pqR7M?feature=share




Campanha alerta a população e reforça combate ao trabalho escravo contemporâneo

 


O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lançou a Campanha de Aliciamento Digital para fins de Trabalho Escravo, com o objetivo de alertar a população sobre as novas estratégias utilizadas por criminosos para recrutar vítimas por meio das redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e sites de oferta de emprego.

A iniciativa integra as ações institucionais de enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo e chama atenção para o crescimento de casos em que pessoas, especialmente jovens e trabalhadores em situação de vulnerabilidade, são atraídas por promessas enganosas de emprego fácil, altos salários e benefícios imediatos.

“Desenvolver e fortalecer iniciativas de prevenção ao trabalho escravo é de fundamental importância na luta para a erradicação deste crime que infelizmente ainda assola o nosso país. O aprimoramento das ações de repressão feita pelos órgãos responsáveis e o cuidado com as vítimas no pós resgate muito tem avançado, mas só daremos um verdadeiro salto de qualidade se também tivermos políticas públicas de prevenção que passem pela geração de renda e de inclusão socioprodutiva em regiões onde for comprovado o aliciamento e de resgate de trabalhadores escravizados”, destacou Paulo Funghi, coordenador-geral de Combate ao Trabalho Escravo da SNDH/MDHC.

Após o primeiro contato virtual, muitas vítimas acabam submetidas a condições análogas à escravidão, como jornadas exaustivas, servidão por dívida, restrição de liberdade e violência psicológica.

Prevenção e orientação

Além de explicar de forma acessível como funciona o aliciamento digital, a ação apresenta dicas práticas de prevenção, como desconfiar de ofertas que exigem pagamento antecipado, promessas incompatíveis com a função oferecida, ausência de contrato formal e pedidos de sigilo sobre a vaga. O material também reforça que trabalho escravo é crime e que o enfrentamento depende da informação e da denúncia.

A população é orientada a denunciar situações suspeitas ou casos de trabalho escravo pelos canais oficiais do Governo do Brasil, como o Disque Direitos Humanos – Disque 100, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa. Com a iniciativa, o MDHC reforça seu papel na proteção dos direitos humanos, na prevenção de violações e na erradicação do trabalho escravo contemporâneo, adaptando a comunicação institucional aos desafios impostos pelo ambiente digital.

TSE propõe novas regras e recebe sugestões sobre eleições de 2026

 


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta semana 12 minutas com propostas de alterações nas regras para as Eleições 2026. As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas.

Desde segunda-feira (19), qualquer cidadão ou entidade que queira opinar sobre as regras para as Eleições 2026 pode usar um formulário eletrônico para enviar contribuições. As sugestões serão recebidas até 30 de janeiro.  Terminado o prazo, o TSE deverá selecionar as melhores propostas para serem apresentadas em uma série de audiências públicas marcadas entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas.

Conforme determinado pela Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 3 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno, em 31 de outubro, último domingo. Neste ano, os eleitores devem votar para presidente, governador e senador, além de deputados federal, estadual e distrital.  Como de praxe, as minutas de resolução eleitoral foram assinadas pelo vice-presidente do TSE, posto atualmente ocupado pelo ministro Nunes Marques.

Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial.  Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo.

O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou uma série de normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a vedação do chamado deep fake ─ conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.

O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos não configura campanha antecipada, embora deixando claro que as transmissões ao vivo não podem ter pedido de votos ou menção à própria candidatura.

Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas naturais por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro. 

A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”. A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.

Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até o 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas.

https://www.tse.jus.br/servicos-judiciais/audiencias-publicas/audiencias-publicas-sobre-as-minutas-das-resolucoes-que-regerao-as-eleicoes-2026?tab=ancora-3

 

https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2024-03/entenda-regras-do-tse-para-uso-de-inteligencia-artificial-nas-eleicoes

 

https://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/lei-das-eleicoes/lei-das-eleicoes-lei-nb0-9.504-de-30-de-setembro-de-1997

 

Fonte: Agência Brasil

China encerra embargo e libera frango do RS após surto sanitário

 


Após um ano e meio de restrições, a China anunciou o fim do embargo à importação de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul. A decisão foi comunicada pelas autoridades chinesas na sexta-feira (16) e confirmada nesta terça-feira (20) pelo Ministério da Agricultura brasileiro e por entidades do setor. A suspensão da compra do produto havia sido imposta pelos chineses após a confirmação de um surto da Doença de Newcastle no estado em julho de 2024.

A medida foi oficializada em comunicado conjunto da Administração-Geral das Alfândegas da China e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país asiático, que revogou um ato anterior baseado em análise de risco sanitário. O embargo havia sido imposto após a detecção da doença em uma granja comercial no município de Anta Gorda (RS). Na época, o estado ficou em emergência zoosanitária por cerca de três semanas.

Em maio do ano passado, o estado registrou caso de gripe aviária numa granja no município de Montenegro. Um mês depois, o país foi confirmado livre da gripe aviária, após 28 dias sem registros. Em novembro de 2025, a China liberou as importações de frango dos demais estados brasileiros, mas manteve a proibição para o Rio Grande do Sul.

A ausência do mercado chinês afetou diretamente o desempenho das exportações gaúchas. Em 2024, o bloqueio contribuiu para a queda de cerca de 1% nas exportações de carne de frango do estado. Até antes do embargo, a China respondia por quase 6% dos embarques de frango do Rio Grande do Sul, com a restrição sendo parcialmente compensada pela venda a outros países.

Segundo o Ministério da Agricultura, a retomada das exportações foi possível após a comprovação das medidas de controle e erradicação da doença, em conformidade com os protocolos internacionais de saúde animal. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliou que a reabertura do mercado chinês representa um passo relevante para a normalização dos fluxos comerciais.

“A decisão reafirma a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e o reconhecimento internacional do nosso modelo de resposta”, destacou a entidade, em nota. Segundo a ABPA, as negociações envolveram diálogo permanente com as autoridades chinesas. Nesse período, as entidades e o governo brasileiro enviaram informações detalhadas que comprovassem as ações de controle e erradicação e o alinhamento aos protocolos internacionais de saúde animal.

Entidades do setor destacam que a expectativa agora é de retomada gradual dos embarques, à medida que sistemas de habilitação sejam atualizados e os certificados sanitários liberados. A China é um dos principais destinos do frango brasileiro e considerada estratégica para o equilíbrio do comércio internacional da proteína animal.

Fonte: Agência Brasil

Relatório da Oxfam aponta que governos optam por defender a riqueza

 


Relatório da Oxfam, um movimento global que luta contra a desigualdade, a pobreza e a injustiça, afirma que os governos estão escolhendo proteger a riqueza e o poder político dos bilionários em vez de garantir dignidade material, voz política e liberdades civis para a maioria da população.

O relatório Resistindo ao Domínio dos Ricos: Defendendo a Liberdade Contra o Poder dos Bilionários foi lançado pela Oxfam por ocasião do Fórum Econômico Mundial de Davos 2026. “Este relatório é sobre essa escolha. Como os governos no mundo todo estão fazendo a escolha errada; eles estão optando por defender a riqueza, não a liberdade. Escolhendo o domínio dos ricos. Escolhendo reprimir a indignação de seu povo diante de como a vida está se tornando inacessível e insuportável, em vez de redistribuir a riqueza dos mais ricos para os demais”, diz o texto.

O documento destaca a ampliação do poder político e o crescimento recorde da riqueza dos bilionários, diante da estagnação da diminuição da pobreza no mundo e da redução dos direitos civis.  “Em vários países, os super ricos não só acumularam mais riqueza do que jamais poderiam gastar, como também utilizaram essa riqueza para garantir o poder político para moldar as regras que definem as nossas economias e governam as nações. Ao mesmo tempo, em todo o mundo, estamos vendo uma deterioração e um retrocesso dos direitos civis e políticos da maioria; a repressão de protestos; e o silenciamento da oposição”.

De acordo com o relatório, os bilionários estão se tornando ricos também politicamente e capazes de moldar e influenciar a política, as sociedades e as economias. “Em nítido contraste, aqueles com menos riqueza econômica estão se tornando politicamente pobres, com suas vozes silenciadas diante do crescente autoritarismo e da supressão de direitos”.

Segundo o documento, a diminuição da pobreza praticamente estagnou, com o registro de um novo aumento da pobreza na África. “Em 2022, quase metade da população mundial (48%), ou 3,83 bilhões de pessoas, vivia na pobreza. Olhando, além da renda, para outros aspectos da pobreza, uma em cada quatro pessoas no mundo enfrenta insegurança alimentar moderada ou grave. Esse número aumentou 42,6% entre 2015 e 2024”.

“A conclusão deste relatório mostra que isso não é inevitável. Os governos podem optar por defender as pessoas comuns em vez dos oligarcas. As próprias pessoas, quando organizadas, podem apresentar um contrapeso poderoso à riqueza extrema. Juntos, podemos exigir um mundo mais justo e igualitário”, conclui o texto.

O documento completo pode ser acessado no site da Oxfam.

https://www.oxfam.org.br/davos2026-resistindo-ao-dominio-dos-ricos/

 

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Empresas brasileiras sentem os impactos da crise venezuelana

 


Adm. Dr. Edmir Kuazaqui, coordenador do Grupo de Excelência em Relações Internacionais e Comércio Exterior - GERICE, do CRA-SP, analisa os impactos, as estratégias e as oportunidades que a intervenção militar dos EUA na Venezuela gera nas organizações brasileiras

A recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, desencadeou uma onda de incertezas que altera o ambiente de negócios na América do Sul.

Segundo o Adm. Dr. Edmir Kuazaqui, coordenador do Grupo de Excelência em Relações Internacionais e Comércio Exterior - GERICE, do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA-SP, os impactos para as empresas brasileiras que operam ou planejam investir na Venezuela se dividem em três dimensões:

 

1 - Risco de contágio e percepção de risco (custo de capital): as empresas brasileiras enfrentarão dificuldades imediatas na captação de crédito e Seguros de Crédito à Exportação (SCE). Isso se soma ao agravamento da volatilidade cambial, que encarece os insumos, de acordo com Kuazaqui.

 

2 - Ruptura logística e operacional: o estado de exceção e a presença militar estrangeira travam fluxos de mercadorias, especialmente nos estados de Roraima e Amazonas, que dependem do comércio fronteiriço para o abastecimento de alimentos e bens de consumo.

 

3 - Crise de pagamentos e inadimplência: o vácuo institucional gerado pela intervenção põe à prova a validade de contratos e o recebimento de dívidas passadas e presentes, afetando o fluxo de caixa de exportadores brasileiros, bem como das empresas venezuelanas.

Setores mais impactados

Embora a economia, em geral, seja afetada, Kuazaqui acredita que há três setores que sentirão os impactos mais intensamente. O primeiro deles é o agronegócio, devido à dependência de fertilizantes e ao encarecimento do diesel para escoamento de safra, pressionado pelos preços globais do petróleo.

O segundo setor é o de energia e combustíveis. O coordenador do GERICE explica que a flutuação do barril do Brent (petróleo extraído do Mar do Norte) atinge diretamente a Petrobras e as refinarias nacionais, impactando a inflação e os custos industriais.

Por fim, o varejo de fronteira também será afetado. “Pequenas e médias empresas do norte do Brasil perdem um de seus principais destinos de exportação direta de bens industrializados leves”, analisa Kuazaqui.

Implicações geopolíticas

Além das perdas e riscos econômicos, o coordenador do GERICE ainda ressalta que, sob o ponto de vista geopolítico, o Brasil perde o papel de mediador regional clássico diante da intervenção direta dos EUA, ficando em uma posição delicada entre manter a neutralidade comercial e ceder à pressão da nova administração tutelada por Washington.

Já na percepção econômica global, a intervenção sinaliza uma nova era de "desglobalização seletiva", na qual recursos energéticos (petróleo) são assegurados por força militar, o que pode gerar represálias comerciais de blocos como o BRICS+, afetando parceiros brasileiros.

Quanto à administração dos negócios, o foco deverá ser na resiliência da cadeia de suprimentos e cadeia global de valor. “O gestor precisará mapear substitutos para insumos venezuelanos e acionar cláusulas de force majeure (força maior) para mitigar prejuízos contratuais”, sugere o administrador.

Inteligência estratégica

Diante da instabilidade do país vizinho, Kuazaqui afirma que o momento exige inteligência estratégica e gestão de risco. Para ele, as organizações brasileiras não devem tratar o risco geopolítico como um “fato externo imprevisível”, mas como uma variável interna do planejamento financeiro e operacional. Para potencializar a administração dos negócios, ele recomenda a implementação das seguintes estratégias:

Gestão de risco transversal: com comitês de gestão de crise que integrem compliance, jurídico e inteligência de mercado. “A inteligência estratégica aqui significa antecipar cenários de ‘efeito dominó’, explica o coordenador.

Diversificação de mercados e fornecedores: organizações resilientes evitam a dependência de um único corredor logístico. A inteligência comercial deve buscar mercados substitutos na América Latina ou África para diluir a exposição ao mercado venezuelano.

Compliance e relações internacionais: no curto prazo, a conformidade com as novas sanções ou diretrizes impostas pelo governo de transição (apoiado pelos EUA) é vital para evitar que empresas brasileiras sejam banidas do sistema financeiro internacional (Swift).

“Para o administrador de empresas, a palavra de ordem é agilidade organizacional. A tomada de decisão deve ser descentralizada o suficiente para que gerentes locais tomem medidas de proteção de ativos sem esperar pela burocracia da matriz”, aconselha o coordenador do GERICE.

Janela de oportunidades

Apesar da fase de incertezas, historicamente, os períodos de reconstrução institucional abrem mercados antes fechados. De acordo com Kuazaqui, a "nova Venezuela" precisará de praticamente tudo, o que configura uma janela de oportunidade para as empresas brasileiras. “Pelo fato de a Venezuela possuir as maiores reservas de petróleo do mundo, sua reintegração ao mercado global pode derrubar os preços internacionais da energia no longo prazo, o que beneficiará a indústria brasileira como um todo”, explica.

Dentre as áreas que podem ser mais demandadas nessa fase estão a infraestrutura e a engenharia, para a reconstrução de refinarias, estradas e redes elétricas. “Empresas brasileiras de engenharia pesada podem retomar o protagonismo técnico na região.”

Outro setor é o de agronegócio e alimentos, com o fornecimento imediato de proteínas animais, grãos e tecnologia agrícola, dada a severidade do desabastecimento. E, ainda, há espaço para o setor de energia e biocombustíveis. Para Kuazaqui, a expertise brasileira em biocombustíveis e exploração de petróleo em águas profundas pode ser exportada para modernizar a infraestrutura energética venezuelana.

“Se o Brasil souber se posicionar como um ‘parceiro de reconstrução’ (não interventor), poderá garantir contratos de longo prazo em troca de auxílio humanitário e técnico. A complexidade da situação exige do administrador uma visão sistêmica sobre a interdependência entre política e negócios para equilibrar forças, fraquezas, ameaças e oportunidades originadas dos ambientes geopolíticos, econômicos e legais”, conclui Kuazaqui.

Sobre o CRA-SP: O Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP é uma autarquia federal, criada em 1968 (três anos após a regulamentação da profissão de Administrador) que atualmente reúne cerca de 7 mil empresas e 60 mil profissionais registrados. Embora suas principais funções sejam o registro e a fiscalização do exercício profissional nas áreas da Administração, o CRA-SP tornou-se referência na qualificação de profissionais, ao disponibilizar, de forma gratuita, palestras e eventos em um ambiente onde o conhecimento é tratado como uma poderosa ferramenta, capaz de promover profundas mudanças sociais. Atualmente, o CRA-SP é presidido pelo Adm. Alberto Whitaker.

 

seta

seta

CONTATO DO BLOG:Folha de Cuxá

josinaldosmille@hotmail.com

colunaemfolhadecucha@gmail.com

Telefones:(99)98157-6879 //(99)-99175 - 2799

BLOGOSFERA