Seu armário de
remédios está cheio de caixinhas vencidas ou que não são mais usadas? Não dá
para jogar fora de qualquer jeito! Descartar medicamentos de maneira errada
pode prejudicar o meio ambiente e até a saúde das pessoas. E, segundo dados do
Ministério do Meio Ambiente, a estimativa é de que o volume de resíduos
domiciliares de medicamentos no Brasil esteja entre 4,1 mil e 13,8 mil
toneladas por ano. Então, já pensou para onde vai aquele remédio vencido que
você não usa mais?
Por ser comum, pode até parecer certo, mas não é: jogar as embalagens dos medicamentos no lixo de casa pode acabar contaminando a água que consumimos e o solo onde são plantados os alimentos. Especialistas alertam que alguns componentes dos remédios são persistentes e podem causar problemas a longo prazo, tanto para a natureza quanto para os seres humanos.
“Medicamentos são substâncias químicas. Então, na hora de descartar, é importante entender que esse material, seja a embalagem primária, que envolve o remédio, como os frascos, ou a secundária, que são as caixas, e até mesmo o que sobra de comprimidos ou líquidos precisam ser inativados e destruídos. Quando são jogados fora sem cuidado e entram em contato com o meio ambiente, podem proliferar ainda mais bactérias”, explica a professora do curso de Farmácia da Estácio, Elizângela Motta.
Então, onde descartar? No Brasil, o decreto 10.388/2020 regulamenta a logística para dar o destino certo aos medicamentos. Na chamada logística reversa, as farmácias devem oferecer um ponto de recolhimento de embalagens, cartelas, bulas, cápsulas e resíduos de remédios, até mesmo dos vencidos.
Ficar de olho no prazo de validade dos medicamentos também é uma dica importante ressaltada pela farmacêutica. “Quem gosta de ter a farmacinha em casa precisa ter atenção ao comprar remédios sem tanta urgência, como em promoções, por exemplo. Na tentativa de prevenir e ter em casa só para quando precisar, a gente pode não perceber quando o medicamento atinge o prazo de validade. Então, é preciso consumir de maneira racional e com cuidado”, finaliza Elizângela.

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