Volume recua 14,4% e
valor 12,9% após 38 países imporem restrições ao produto brasileiro
As exportações brasileiras de carne de frango e miudezas registraram forte queda no mês de maio. Segundo dados da balança comercial divulgados nesta quinta-feira (5), houve recuo de 12,9% no valor e 14,4% no volume exportado em comparação ao mesmo período do ano passado. A redução é atribuída ao impacto da gripe aviária, que levou 38 países a adotarem restrições sanitárias à carne de frango nacional — desde bloqueios totais até limitações por regiões. “Essa pequena redução provavelmente foi um efeito sim dessas suspensões”, afirmou Herlon Brandão, diretor de Planejamento e Inteligência Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), durante coletiva de imprensa.
Segundo Brandão, o recuo surpreende, já que o setor vinha apresentando desempenho positivo ao longo de 2024. No acumulado de janeiro a maio, o volume exportado de carnes de aves cresceu 4,1%, enquanto o preço médio subiu 3,4%, resultando em uma alta de 7,7% no valor total exportado no período. O diretor também destacou que há um atraso natural entre a imposição das sanções e o impacto nos dados da balança comercial. “As sanções se materializam na emissão do certificado sanitário, feita no frigorífico. Mas o dado de exportação é registrado no porto, quando a mercadoria é embarcada. Pode envolver carne que já estava estocada, a caminho ou até mesmo no navio”, explicou.
O primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil foi confirmado há três semanas, no município de Montenegro (RS). Desde então, 38 países passaram a impor restrições aos produtos avícolas brasileiros. Apesar disso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o foco foi rapidamente controlado e que o país deve retomar a normalidade nas exportações em breve. No momento, o Brasil ainda conduz 12 investigações ativas sobre possíveis novos focos da doença. A maioria envolve aves silvestres ou criações domésticas (fundo de quintal), que não afetam diretamente o comércio internacional.

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