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O SIGNIFICADO DA VIDA

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Saúde de Açailândia continua na UTI.



Apesar da construção de mais 10 postos de saúde nos bairros periféricos de Açailândia, a saúde vai de mal a pior. Não custa lembrar que quantidade neste caso não é sinônimo de qualidade. Alguns desses postos, tais como: Cikel/Centro, Ouro Verde, Jardim América/Capeloza e Vila Bom Jardim já foram entregues à população e estão em funcionamento, melhor, funcionando de forma precária, onde falta de tudo um pouco, desde itens básicos utilizados em curativos até dipirona, medicamento prescrito em larga escala em casos de febre, até boa vontade de alguns servidores no atendimento às pessoas.
 
Os postos de saúde localizados nos bairros, em tese, se funcionassem pelo menos de forma regular, como unidade básica de saúde, com medicamentos e médicos todos os dias, ia amenizar a situação em que se encontra o Hospital Municipal – SESP, devido os postos não funcionarem como deveria, as pessoas saem dos bairros e procuram o Hospital Municipal na esperança de serem atendidos mas a falta de médicos e medicamentos, só agrava ainda mais a situação.

O Hospital Municipal – SESP, está ‘agonizando’, os profissionais bioquímicos lotados ali não tem ocupação, pois o laboratório que funcionava ali há décadas, está desativado por decisão política, enquanto isso quem precisa de um exame, é obrigado a fazer particular e trazer o resultado para o médico que requisitou.

Não entendo por que tem que ser assim, com tanto dinheiro que vem pra saúde, é o desabafo do Sr. Jeremias Bastos, 54 anos morador do bairro Vila Ildemar, onde tem 2 postos de saúde e mais 2 em construção. “Venho para cá, pois na vila sempre falam que não tem médico e nem remédio, o jeito é vim pro Hospital, aqui é maior e podia atender a gente que é pobre, estou muito triste, pensei que ia ser atendido, não fui, segunda volto de novo”. Finalizou Jeremias.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, de Janeiro até 10 de Novembro de 2015, já foi repassado ao município de Açailândia R$ 20.656.742,00 (vinte milhões, seiscentos cinquenta e seis mil, setecentos quarenta e dois reais). http://www.fns.saude.gov.br/visao/consultarPagamento/pesquisaSimplificadaEntidade.jsf Mesmo com todos esses repasses ao município, não houve avanços na saúde esse ano. Os problemas enfrentados pela população há anos está cada vez pior.

No plantão, um médico faz malabarismo para atender, urgência, emergência e ainda os acidentados trazidos pelo SAMU. As pessoas lotam o corredor aguardando a vez por um atendimento que muitas vezes não acontece.

As ambulâncias lotadas no Hospital Municipal – SESP, que transportavam diariamente pacientes encaminhados ao Socorrão em Imperatriz, estão paradas por falta de manutenção, enquanto isso esses pacientes são transportados de forma inadequada para Imperatriz em veículos que antes serviam as unidades básicas nos bairros. Das 3 ambulâncias do SAMU, só uma está funcionando de forma precária. Alguns funcionários da secretaria afirmaram que a saúde nunca esteve em situação tão complicada, onde falta quase tudo, porém pediram para omitir seus nomes com ‘receio de retaliação’.

Até a conclusão desta matéria, tentamos contato com a secretaria de saúde www.acailandia.ma.gov.br/secretaria/saude/1, pra falar sobre a situação, não conseguimos nenhum retorno.

Nilo Lima

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